EQUIPE DO MINISTÉRIO DA SAÚDE RECEBE KIT VIVA POSITHIVO DESENVOLVIDO NO CCS

CCS


atualizado 2 anos atrás


Pedro Livoratti

Agência UEL

A coordenação do projeto Viva PositHIVo, que desenvolveu material educativo para promoção da saúde de pessoas que vivem com o vírus da Aids, entregou no início deste mês um kit para uma equipe de avaliação que atua junto ao Departamento HIV/Aids, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS). Essa equipe é responsável por ações de controle da Aids e a expectativa é sensibilizar as autoridades federais para a produção desse material em larga escala, buscando a distribuição gratuita nos serviços de saúde das várias regiões brasileiras.

A ferramenta foi criada pela professora Gilselena Kerbauy, do Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde (CCS), com o objetivo de promover saúde utilizando metodologia educativa, principalmente durante as consultas de pacientes. O material é formado por um conjunto de peças que representam a corrente sanguínea, o vírus HIV, as células de linfócitos T CD4+, os comprimidos do tratamento antirretroviral e a ação dos antirretrovirais.

O material teve patente depositada em 2021 junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e tem sido utilizado nas práticas da graduação do curso de Enfermagem e pelos residentes de Enfermagem em Infectologia. Segundo a professora Gilselena, desde que a patente foi requerida ela vem fabricando os kits com recursos captados pelo projeto Viva PositHIVo. Em três anos, já foram distribuídos 60 kits para equipes de saúde de Londrina e de vários estados brasileiros. Atualmente, 25 equipes aguardam a fabricação de uma nova remessa. Para se ter uma dimensão sobre a quantidade de pessoas infectadas, somente em Londrina existem cinco mil pacientes com o vírus HIV.

A ferramenta é utilizada para melhorar a informação dos pacientes. “A forma interativa e lúdica faz sentido para a pessoa infectada. Ela consegue visualizar a importância do uso regular do remédio e superar o estigma da doença, tornando mais fácil a convivência com o vírus”, atesta. Ela acrescenta que a aceitação do paciente melhora bastante a partir da informação científica repassada de forma ilustrativa. “As peças mimetizam elementos biológicos como os vírus, a corrente sanguínea, as células imunológicas e os medicamentos antirretrovirais. São usadas para explicar o processo da infecção, o desenvolvimento da aids e a ação dos medicamentos”, explica.

A professora acrescenta ainda que a informação é uma alternativa para reforçar ao paciente de que a infecção pelo HIV não significa hoje uma sentença de morte. Pacientes que utilizam a medicação recomendada diariamente podem bloquear a replicação do HIV. Ela detalha que o tratamento pode ser tão eficaz a ponto do vírus não ser identificado (carga viral indetectável) em exames sanguíneos de carga viral, que são coletados a cada seis meses, conforme recomendação do Ministério da Saúde. “Os pacientes que alcançam a supressão viral pelo uso diário dos antirretrovirais, não transmitem os vírus nas relações sexuais”, finaliza a professora.

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