Vestibular


O Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná é resultado de uma trajetória de lutas e conquistas dos povos indígenas pelo direito à educação superior. No Paraná, esse processo ganhou força com a aprovação da Lei Estadual nº 13.134/2001, que instituiu vagas suplementares para candidatos indígenas nas universidades estaduais, e com a criação de mecanismos específicos para garantir seu acesso ao ensino superior público.

Realizado desde 2002, o vestibular reúne as sete universidades estaduais paranaenses — Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar) — além da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Atualmente, são ofertadas seis vagas suplementares em cada universidade estadual participante e dez vagas na UFPR. Além do ingresso, os estudantes contam com ações de acompanhamento e permanência desenvolvidas pela Comissão Universidade para os Indígenas (CUIA), criada para apoiar sua trajetória acadêmica e contribuir para a construção de uma universidade mais diversa e intercultural.

Mais do que um processo seletivo, o Vestibular dos Povos Indígenas é resultado da mobilização histórica dos povos originários por acesso, permanência e protagonismo no ensino superior público.

Edição atual

A 26ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas selecionará estudantes para ingresso nas universidades públicas participantes no ano letivo de 2027. Nesta edição, o processo seletivo é organizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com inscrições abertas até 30 de junho de 2026 e provas previstas para os dias 27 e 28 de setembro.

Como parte das ações de divulgação do vestibular, a CUIA/UEL realiza visitas às terras indígenas Pinhalzinho, Laranjinha e Apucarana, oferecendo orientações sobre o processo de inscrição, os cursos de graduação disponíveis, as políticas de permanência estudantil e o trabalho desenvolvido pelas CUIAs. A iniciativa busca aproximar as comunidades indígenas das universidades públicas e ampliar o acesso ao ensino superior por meio da informação e do acompanhamento dos candidatos.

Confira a programação: