Tráfico de Animais Silvestres: Delegado revela bastidores de operações milionárias e alerta para risco à biodiversidade

CCB


atualizado 9 horas atrás


Na última quarta-feira, 27 de agosto, o Anfiteatro Cyro Grossi do Centro de Ciências Biológicas recebeu uma palestra impactante do Delegado Guilherme Luiz Dias, especialista em crimes ambientais e atual chefe da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Paraná.

Com uma carreira marcada por grandes operações, incluindo a megaoperação de junho de 2025, que desmantelou uma rede internacional responsável pelo tráfico de mais de 1.000 animais e resultou em 16 prisões, Guilherme trouxe ao público dados alarmantes:

🔴 Mais de 30 milhões de animais são traficados todos os anos no Brasil.
💰 Esse mercado ilegal movimenta cerca de 30 bilhões de dólares, sendo a terceira atividade criminosa mais lucrativa do mundo.

Durante a palestra, o delegado destacou a complexidade do combate ao tráfico de fauna, que envolve desde a captura ilegal de animais na natureza até redes de biopirataria, exploração alimentar, uso como decoração e comércio ilegal de pets exóticos.

Outro ponto marcante foi o alerta sobre o papel das redes sociais como ferramentas de incentivo e expansão desse mercado criminoso. Segundo ele, o desafio das autoridades cresce à medida que plataformas digitais facilitam tanto a oferta quanto a demanda por animais silvestres.

Casos internacionais também foram citados para ilustrar a gravidade do problema, como o tráfico de araras-azuis no Suriname, a exploração de pangolins para consumo e até a extração de colágeno de jumentos para medicina chinesa.

👉 Para além das operações policiais, o delegado destacou a importância de ações conjuntas entre órgãos ambientais, forças de segurança, ciência e sociedade civil. O destino dos animais resgatados em CETAS, santuários e criadouros conservacionistas também foi tema de discussão.

A palestra encerrou com grande interação do público, que levantou questões sobre impactos sociais, brechas na legislação e estratégias de fortalecimento das políticas públicas de proteção à fauna.

📢 A mensagem final foi clara: o tráfico de animais silvestres não é apenas uma ameaça à biodiversidade, mas também um problema social e econômico que exige engajamento de toda a sociedade.

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