Primeira turma da especialização em Educação Digital celebra conclusão do curso

NEAD


atualizado 9 meses atrás


“A pós-graduação me fez enxergar o potencial pedagógico das tecnologias, não apenas como recursos de apoio, mas como espaços de aprendizagem significativa. Foi uma experiência transformadora”, destacou a pedagoga Cícera Natália dos Santos, aluna da primeira turma da pós-graduação EaD em Educação Digital para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, ofertada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Ao todo, 85 estudantes concluíram o curso nos polos dos municípios de Astorga, Curitiba, Ivaiporã, Jaguapitã, Londrina, Rio Branco do Sul e Tamarana. Cícera Natália, que mora em João Pessoa (PB), esteve em Londrina especialmente para apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A pedagoga desenvolveu uma proposta para o ensino de Artes Visuais para alunos do 5º ano do ensino fundamental. O projeto prático incluiu visita virtual ao Museu do Artesanato Paraibano, análises de obras de arte, criação de produções artísticas com materiais recicláveis pelos alunos e publicações dos resultados em uma rede social.

“Utilizei o Instagram como galeria digital, aproximando os estudantes da arte e estimulando a alfabetização visual a partir de uma perspectiva crítica. O projeto também buscou sensibilizar os alunos para questões socioambientais, mostrando como a arte pode dialogar com a vida cotidiana e ampliar horizontes de reflexão e participação cidadã. Foi um processo desafiador, mas extremamente enriquecedor, que me permitiu unir teoria, prática e inovação”, contou.

A pós-graduação teve 18 meses de duração. Alunos de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará também participaram com o apoio dos polos vinculados às demais universidades estaduais do Paraná. A coordenadora da especialização na Universidade Estadual de Londrina, Claudinea Angélica dos Santos, explicou que o projeto pedagógico foi estruturado para que os docentes desenvolvessem autonomia, pensamento crítico e fluência digital no uso das tecnologias em sala de aula.

“Nos surpreendeu muito a qualidade dos TCCs apresentados pela turma. Os trabalhos foram baseados em relatos de experiência e esses relatos foram riquíssimos. O mais interessante é que eles conseguiram unir a teoria, o aprendizado que eles tiveram nas disciplinas e a aplicação prática nas aulas deles”, comemorou a coordenadora.

O professor de Educação Física e Pensamento Computacional, Peterson Viana, mora em Curitiba e também foi aluno da primeira turma da pós-graduação. Para ele, o curso apresentou “outras possibilidades de uso da educação digital, inclusive na Educação Física”.

Aluno Peterson Viana durante apresentação de TCC (Foto: Arquivo pessoal)

“Meu TCC tratou de um estudo de caso com duas turmas do 5° ano do ensino fundamental de uma escola municipal de Curitiba. As crianças aprenderam a jogar xadrez através de um site utilizando o recurso ‘aprender’. O trabalho foi desenvolvido em seis aulas. Na última aula, o jogo aconteceu no tabuleiro físico para verificar se as crianças conseguiram transferir o conhecimento do ambiente digital para o tabuleiro real, físico. O resultado foi positivo e ainda pude observar que as mesmas dificuldades de aprendizagem apresentadas quando foi utilizado somente o tabuleiro, também foram percebidas com o uso do ambiente digital, o que talvez motive um novo estudo dentro do mesmo tema”, comentou.

A professora Adriane Murta, também aluna da pós-graduação, ressaltou que as expectativas iniciais em relação ao curso foram superadas. Além de conhecer diversas possibilidades para o uso das tecnologias digitais, ela compreendeu “como a tecnologia pode ser um recurso transformador na educação”.

Aluna Adriane Murta (à esquerda) com docentes da banca de TCC (Foto: Arquivo pessoal)

“O curso trouxe contribuições diretas para minha prática em sala de aula. Passei a planejar atividades com maior intencionalidade pedagógica, utilizando recursos digitais não apenas como complemento, mas como ferramentas que favorecem a autonomia dos alunos, o desenvolvimento do pensamento computacional e a aprendizagem colaborativa. Além disso, pude implementar projetos inovadores que envolveram o uso de tablets, plataformas digitais e metodologias ativas, o que resultou em maior engajamento dos estudantes”, garantiu.

A especialização a distância ofertada na Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi ministrada em rede pelas universidades estaduais de Maringá (UEM), do Norte do Paraná (Uenp), do Centro-Oeste (Unicentro), de Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste), por meio da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).

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