Núcleo de Educação a Distância da UEL promove letramento em inteligência artificial

NEAD


atualizado 1 ano atrás


Funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) participaram do curso de Introdução à Inteligência Artificial (IA) ministrado entre os dias 17 e 21 de fevereiro, no Laboratório de Informática do Centro de Letras e Ciências Humanas (CLCH).

A iniciativa do Núcleo de Educação a Distância (Nead/UEL) contou com a participação de 35 profissionais da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Assessoria de Tecnologia de Informação (ATI), do CLCH e do próprio Nead.

“Eu vinha fazendo leituras sobre inteligência artificial, mas tinha tido pouco tempo para treinar. Quando você faz um curso como esse, abre a mente. As pesquisas nessa área estão muito adiantadas. Não é só colocar um termo no Google como as pessoas fazem. Com a IA é como se você tivesse uma pessoa invisível ao seu lado que te auxilia em todos os aspectos”, destacou o técnico de informática, Reinaldo Santos Gabriel, responsável pelo laboratório de informática do CLCH e um dos participantes do curso.

A formação foi conduzida pela Equipe Multidisciplinar em IA composta pelos docentes Simone Rezende e Lucas Vieira de Araújo; pelo graduando em Ciência da Computação da UEL, Bruno Peres Florindo; com orientação geral e palestra de abertura do coordenador do Nead/UEL, Pedro Paulo Ayrosa, pesquisador na área de inteligência artificial há mais de 30 anos.

Coordenador do Nead/UEL, Pedro Paulo Ayrosa, durante palestra de abertura do curso de Introdução à Inteligência Artificial (IA).

Ferramentas e possibilidades para o uso do ChatGPT, DeepSeek, NotebookLM e Gamma foram detalhadas aos participantes. A formação também incluiu questões éticas e reflexões sobre tecnologia.

Para o coordenador do Nead/UEL, Pedro Paulo Ayrosa, é preciso divulgar o potencial da inteligência artificial e estimular o uso responsável pela comunidade acadêmica.

“Considerando que vivemos uma revolução no âmbito educacional, em todos os níveis, resolvemos criar um grupo que tem a finalidade de divulgar o potencial e os desafios relacionados à IA na educação. No setor administrativo, por exemplo, as ferramentas podem otimizar o trabalho e diminuir a execução de tarefas repetitivas, levando-se em conta o uso responsável e ético da IA”, considerou.

No final do ano passado, cerca de 90 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação EaD da UEL e dos cursos presenciais de Ciência da Computação e de Ciência de Dados e Inteligência Artificial participaram da etapa de formação voltada aos estudantes. A próxima fase do letramento em IA terá conteúdos específicos para uma turma de docentes.

“Entender os princípios, potencialidades e limitações da inteligência artificial é o melhor caminho para lidar com os desafios que essa tecnologia impõe. Investir em educação e formação continuada sobre IA é essencial tanto para alunos quanto para os professores para que eles naveguem com confiança e competência diante desse novo paradigma. A educação em IA não é apenas sobre tecnologia, mas sobre cultivar uma visão crítica e inovadora que será decisiva para o futuro de todos”, ressaltou a docente Simone Rezende, integrante da equipe.

A Equipe Multidisciplinar do Nead/UEL também dará início a um grupo de estudos para fomentar e desenvolver pesquisas sobre o uso da inteligência artificial no ensino superior. Entre os objetivos está a análise dos impactos da IA no cenário educacional, incluindo a formação acadêmica e as novas metodologias de ensino.

“Percebemos que, geralmente, as pessoas se dividem em dois grupos: aquilo que Umberto Eco chamava de ‘apocalípticos’ ou ‘integrados’. Ou a pessoa tem uma visão muito negativa em relação à IA ou acha que a tecnologia vai resolver todos os problemas. Na verdade, é um meio termo. Não podemos acreditar que a tecnologia é um bicho de sete cabeças, mas também não podemos achar que é a solução para tudo. Precisamos ter uma visão analítica, observadora e cuidadosa”, completou o professor Lucas Vieira de Araújo.

As atividades da Equipe Multidisciplinar em IA são conduzidas com o apoio do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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