{"id":59,"date":"2022-07-26T16:48:36","date_gmt":"2022-07-26T19:48:36","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/?p=59"},"modified":"2022-07-26T16:48:36","modified_gmt":"2022-07-26T19:48:36","slug":"encontro-em-crise-discussoes-da-obra-a-estrutura-das-revolucoes-cientificas-de-thomas-kuhn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/escrutinios\/2022\/07\/26\/encontro-em-crise-discussoes-da-obra-a-estrutura-das-revolucoes-cientificas-de-thomas-kuhn\/","title":{"rendered":"ENCONTRO EM CRISE: DISCUSS\u00d5ES DA OBRA \u2018A ESTRUTURA DAS REVOLU\u00c7\u00d5ES CIENT\u00cdFICAS\u2019 DE THOMAS KUHN"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"viewer-5ckju\"><strong>Encontro em crise<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-e08om\">Este escrut\u00ednio \u00e9 formado a partir de um compilado de anota\u00e7\u00f5es, observa\u00e7\u00f5es e falas que surgiram durante o encontro do dia 01\/09, data na qual foi colocado em discuss\u00e3o a obra de Thomas Kuhn \u201cA Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas\u201d. Ele tem in\u00edcio com a percep\u00e7\u00e3o de que seria um encontro complicado, devido ao fato de que ocorreu de forma online e est\u00e1vamos \u00e0 merc\u00ea de uma instabilidade generalizada nas redes de internet na cidade de Londrina PR.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-9t045\">Quem abre o debate \u00e9 a Ana, que come\u00e7a sua fala dizendo que ao contr\u00e1rio do que o professor disse anteriormente, que n\u00e3o tinha uma vis\u00e3o clara da rela\u00e7\u00e3o da obra de Kuhn com a cultura, ela em sua leitura, estava fazendo o deslocamento da obra para uma vis\u00e3o mais cultural. Ela inicia dizendo em como uma ideia ou racioc\u00ednio do autor a respeito dos chineses estudarem as estrelas, a fez refletir e pensar em outras possibilidades, outras culturas e outras hist\u00f3rias al\u00e9m das que conhecemos ou que estamos mais habituados. Ao terminar seu racioc\u00ednio e seguir para finaliza\u00e7\u00e3o de sua frase, Ana sem querer tocou e abriu a caixa de pandora que espalharia o caos e crises pelo grupo naquele dia. Ela traz ao debate que Kuhn utiliza a no\u00e7\u00e3o de crise, e que estas crises s\u00e3o importantes para as revolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5u7r1\">H\u00e1 ent\u00e3o a\u00ed a interven\u00e7\u00e3o do Professor Mois\u00e9s com uma fala que abriria uma ampla discuss\u00e3o. O professor a questiona se teria ficado clara, para ela, a no\u00e7\u00e3o a respeito do conceito de crise que Kuhn trazia, j\u00e1 que para ele n\u00e3o havia ficado. Em seguida o professor pergunta: \u201c<em>O que \u00e9 a crise para Thomas Kuhn? Essa crise paradigm\u00e1tica?<\/em>\u201d, explicando que o autor chama aten\u00e7\u00e3o ao dizer que para algum segmento o que \u00e9 visto como uma crise, pode ser visto como algo absolutamente normal por outro. \u00c9 a\u00ed que come\u00e7a a surgir a pergunta, pelo menos para mim que \u00e9 o que Thomas Khun trata como uma grande revolu\u00e7\u00e3o paradigm\u00e1tica?<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-s1lv\">Uma das observa\u00e7\u00f5es feitas a respeito dessa pergunta, \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a escala das revolu\u00e7\u00f5es e das crises, se elas acontecem de forma pequena, que em outro lugar ou de outro ponto de vista possam parecer \u00ednfimas ou at\u00e9 mesmo irrelevantes, ou se ocorrem de forma consider\u00e1vel a ter grande impacto.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1vhis\">Tamb\u00e9m surge uma pergunta que se real\u00e7a nas minhas mem\u00f3rias e tamb\u00e9m nas minhas anota\u00e7\u00f5es, feita pela Gabriela se o car\u00e1ter somativo das ci\u00eancias normais, que tendem a acrescentar pontos e fortalecer os paradigmas vigentes est\u00e1 relacionado com as crises e rupturas, ou se \u00e9 s\u00f3 um processo de seguir, uma continua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-45dq8\">Lembro de outro coment\u00e1rio, o do Leonardo que lembra da import\u00e2ncia de tomar cuidado ao levantar outros autores e n\u00e3o perder de vista as caracter\u00edsticas do autor, al\u00e9m de colocar a sua compreens\u00e3o do que \u00e9 paradigma para Kuhn. Disse pensar que para Kuhn, o paradigma \u00e9 o fundamento, ele \u00e9 a ess\u00eancia. Em seguida ele traz um breve trecho do texto para falar de tr\u00eas formas que Kuhn pensa que podem terminar uma crise, que ao explicar e listar de maneira bem simplista pode ser colocada como: a resolu\u00e7\u00e3o do problema, que por consequ\u00eancia d\u00e1 fim a crise. A n\u00e3o resolu\u00e7\u00e3o do problema por conta de falta de artif\u00edcios para resolver tal problema, e \u00e9 deixado de lado para que posteriormente seja resolvido e por consequ\u00eancia seja dado um fim \u00e0 crise, ou o problema \u00e9 t\u00e3o grande que precisa urgentemente ser resolvido. \u201c<em>Deste ponto de vista me parece legal notar, que a ci\u00eancia normal sempre vai produzir crises \u2013 para Kuhn<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-6ldlu\">Dando continuidade as discuss\u00f5es logo me v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a a contribui\u00e7\u00e3o do Valter neste ponto das discuss\u00f5es de tentar olhar para as situa\u00e7\u00f5es e conceitos descritos no texto segundo a \u00f3tica do autor, ou seja, olhar atrav\u00e9s de uma \u201clente\u201d. Ele ressalta que Kuhn cria a sutileza do paradigma e que \u00e9 necess\u00e1rio olhar para as coisas atrav\u00e9s deste pensamento, e n\u00e3o corrompido pelo olhar de outros autores, caso contr\u00e1rio haver\u00e1 dificuldades e se tornara uma vis\u00e3o turva ou complexa demais para ser compreendida.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1usl6\">Outro coment\u00e1rio do Valter que me salta a mem\u00f3ria \u00e9 de observar o paradigma segundo uma \u00f3tica estruturalista, o paradigma sendo uma estrutura colocada dentro do campo da ci\u00eancia onde cabe ao cientista resolver problemas, problemas esses que o paradigma permite a ele enxergar. Conforme esses problemas s\u00e3o resolvidos, novos conhecimentos s\u00e3o produzidos, que por sua vez permitem que novos problemas sejam identificados dando prosseguimento ao processo. Quanto tempo isso leva? N\u00e3o fa\u00e7o a menor ideia, pode levar muito tempo ent\u00e3o h\u00e1 sempre a renova\u00e7\u00e3o dos que mantem o paradigma, jovens cientistas fi\u00e9is ao velho paradigma s\u00e3o sempre interessantes do ponto de vista de manter em funcionamento o paradigma vigente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-daqef\">Surgem tamb\u00e9m apontamentos realizados pelo Alex para as possibilidades de observar as ideias de crise e do processo de paradigma para perto de nossas realidades, para algo mais singelo e pr\u00f3ximo do que com algo em uma escala maior. H\u00e1 tamb\u00e9m a respeito disso mais discuss\u00f5es e apontamentos do Leonardo para falar de um vi\u00e9s pol\u00edtico e econ\u00f4mico que podem estar atrelados a essas situa\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de salientar o vi\u00e9s coletivo do processo paradigm\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5b2cp\">Penso em como v\u00e1rios coment\u00e1rios acerca do texto levam para algo grandioso, algo de propor\u00e7\u00f5es gigantescas e que parecem um pouco diferentes do que eu consigo observar. Aos meus olhos as rupturas, crises e processos paradigm\u00e1ticos est\u00e3o presentes mesmo de formas pequenas, seja em um laborat\u00f3rio de escola p\u00fablica que luta arduamente para conseguir se manter e prosseguir ou at\u00e9 mesmo para pessoas sem-terra que se apegam a produ\u00e7\u00e3o de uma pomada para seguir adiante com as vidas. Conforme as discuss\u00f5es v\u00e3o ocorrendo mais se v\u00ea a complexidade a respeito das no\u00e7\u00f5es de crise e de ruptura paradigm\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-3ldor\">Conforme come\u00e7o a olhar as folhas espalhadas com as minhas anota\u00e7\u00f5es e pensar nas discuss\u00f5es realizadas durante essa manh\u00e3 percebo que ao abrir a caixa de pandora com a sua observa\u00e7\u00e3o, Ana soltou os monstros da crise e do paradigma que reinaram soltos durante o encontro do GECCE, mas e no final os monstros foram vencidos? N\u00e3o havia junto com os males da caixa, a esperan\u00e7a? Seria poss\u00edvel sair de um encontro do GECCE sem d\u00favidas?<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5idvo\">Acho que no final, o que temos s\u00e3o mais d\u00favidas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"viewer-ckvqd\"><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p id=\"viewer-9idkl\">KUHN, Thomas S. <strong>A estrutura das revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1997<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro em crise Este escrut\u00ednio \u00e9 formado a partir de um compilado de anota\u00e7\u00f5es, observa\u00e7\u00f5es e falas que surgiram durante o encontro do dia 01\/09, data na qual foi colocado em discuss\u00e3o a obra de Thomas Kuhn \u201cA Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas\u201d. 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