{"id":306,"date":"2022-09-26T12:41:21","date_gmt":"2022-09-26T15:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/?p=306"},"modified":"2022-09-26T12:41:21","modified_gmt":"2022-09-26T15:41:21","slug":"ashes-and-snow-um-convite-a-obra-de-gregory-colbert","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/ve-esse-voce-vai-gostar\/2022\/09\/26\/ashes-and-snow-um-convite-a-obra-de-gregory-colbert\/","title":{"rendered":"Ashes and Snow: Um convite \u00e0 obra de Gregory Colbert"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Meu intuito com este manuscrito foi divulgar a obra fotogr\u00e1fica e audiovisual de Gregory Colbert. Este \u00e9 um artista canadense reconhecido por trabalhos evidenciando animais, povos e culturas enquanto celebra\u00e7\u00f5es da natureza. Seus cliques podem ser caracterizados como express\u00f5es da colabora\u00e7\u00e3o entre humanos e outros animais, expressando sensibilidades po\u00e9ticas e um desejo de que todas as esp\u00e9cies participem de uma grande conversa universal em prol do equil\u00edbrio da conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-307\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-1-1.jpg 512w, https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-1-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-1-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption><strong>Fonte:<\/strong> Gregory Colbert (2002).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ao empreender uma vis\u00e3o n\u00e3o hierarquizada do mundo natural, Colbert celebra os sons, as cores e o toque da natureza como um conjunto orquestral. Conforme aborda em seu <em>site<\/em> oficial, \u201cOs cientistas podem nos ajudar a entender o mundo natural, dando-nos o \u2018como\u2019\u201d [&#8230;] e \u201c\u00e9 papel dos artistas em todas as disciplinas criativas tentar inspirar um \u2018porqu\u00ea\u2019 transformacional\u201d (COLBERT, 2022, s. p.). Nesse sentido, sua perspectiva rompe frontalmente com as vis\u00f5es de mundo antropocentristas, defendendo a urg\u00eancia de um novo pacto natural entre humanos, outras esp\u00e9cies e o solo sobre o qual coabitamos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sua exposi\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e audiovisual mais aclamada, e ainda em andamento, \u00e9 intitulada \u201cAshes and Snow\u201d. \u00c9 composta por \u201cobras de arte fotogr\u00e1ficas, um filme de uma hora e dois curtas-metragens \u2018haikus\u2019 e um romance em letras, todos apresentados em uma estrutura tempor\u00e1ria constru\u00edda especificamente chamada Museu N\u00f4made\u201d (COLBERT, 2022, s.p.).<\/p>\n\n\n\n<p>Da sensibilidade da obra de Colbert emerge uma cr\u00edtica sofisticada \u00e0s rela\u00e7\u00f5es assim\u00e9tricas que estabelecemos com o mundo. De fato, conforme lembrou Bruno Latour (2004), a crise ecol\u00f3gica atual emerge n\u00e3o somente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas experimentadas e de outras respostas do solo mundo diante de nossa interfer\u00eancia destrutiva, mas da pr\u00f3pria clivagem entre mundo natural e mundo social, que, por s\u00e9culos, temos empreendido culturalmente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"309\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-308\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-2.jpg 640w, https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Imagem-2-300x145.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption><strong>Fonte:<\/strong> Gregory Colbert (2002).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Isso remete ao que abordou Michel Serres (1990) sobre nossa dificuldade em apreender a natureza: \u201cCertamente, ignoramos a linguagem do mundo, ou n\u00e3o conhecemos dela sen\u00e3o diversas vers\u00f5es animistas, religiosas ou matem\u00e1ticas\u201d (p. 69). Contudo, a natureza nos fala por outros meios e cabe a n\u00f3s angariar formas para apreend\u00ea-los, em sentido de efetivar um novo contrato de conviv\u00eancia. Penso que a sensibilidade da obra de Gregory Colbert \u00e9 um desses formatos poss\u00edveis, exprimindo de maneira admir\u00e1vel \u201ctoda a orquestra da natureza\u201d (COLBERT, 2022, s.p.).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>GOLBERT, Gregory. Site oficial. Dispon\u00edvel em: https:\/\/gregorycolbert.com\/project\/ashes-and-snow\/. Acesso em 04 fev. 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>LATOUR, Bruno. <strong>Pol\u00edticas da natureza<\/strong>: como fazer ci\u00eancia na democracia. Bauru: EDUSC, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>SERRES, Michel. <strong>O contrato natural<\/strong>. Lisboa: Instituto Piaget, 1994.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Meu intuito com este manuscrito foi divulgar a obra fotogr\u00e1fica e audiovisual de Gregory Colbert. Este \u00e9 um artista canadense reconhecido por trabalhos evidenciando animais, povos e culturas enquanto celebra\u00e7\u00f5es da natureza. Seus cliques podem ser caracterizados como express\u00f5es da colabora\u00e7\u00e3o entre humanos e outros animais, expressando sensibilidades po\u00e9ticas e um desejo de que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":308,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[86,88,87],"class_list":["post-306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ve-esse-voce-vai-gostar","tag-ashes-and-snow","tag-fotografia-e-audiovisual","tag-gregory-colbert"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=306"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":312,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/306\/revisions\/312"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}