{"id":225,"date":"2022-09-23T14:33:34","date_gmt":"2022-09-23T17:33:34","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/?p=225"},"modified":"2022-09-23T14:43:56","modified_gmt":"2022-09-23T17:43:56","slug":"dialogos-capitais-os-usos-sociais-das-ciencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/quaseciencias\/escrutinios\/2022\/09\/23\/dialogos-capitais-os-usos-sociais-das-ciencias\/","title":{"rendered":"Di\u00e1logos Capitais: Os usos sociais das Ci\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O professor Mois\u00e9s abriu o encontro pautando uma fala do aluno Leonardo, que foi questionado num encontro cient\u00edfico sobre o fato de os Estudos Culturais das Ci\u00eancias contribu\u00edrem para a perpetua\u00e7\u00e3o dos discursos antici\u00eancia presentes na sociedade contempor\u00e2nea. A pergunta foi proferida por um expoente que havia \u201cutilizado\u201d Bourdieu, autor discutido nos encontros dos dias 29\/09\/21 e 06\/10\/21.<\/p>\n\n\n\n<p>Valter: \u2014 Acho que a grande quest\u00e3o \u00e9 a \u00e9gide n\u00e3o caudat\u00e1ria, no que \u00e9 replicado pelo Mois\u00e9s que explica a terminologia caudat\u00e1rio \u2013 \u00e9 aquele que se filia a uma estrutura de poder, aquele que \u00e9 dependente do poder, no que Valter considera que pagamos o pre\u00e7o por n\u00e3o sermos facilmente localiz\u00e1veis dentro do campo. As cr\u00edticas externas visam depreciar o modo de fazer ci\u00eancia dos grupos de estudos culturais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mois\u00e9s, os Estudos Culturais v\u00e3o sempre ter algum tipo de estranhamento com a academia e com os sistemas disciplinares. Isso n\u00e3o significa que necessariamente n\u00e3o sejamos caudat\u00e1rios de alguma estrutura de poder.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Marlon: \u2014 Tiro o chap\u00e9u para voc\u00eas dos Estudos Culturais pelas cr\u00edticas que escutamos nos c\u00edrculos exot\u00e9ricos e agora creio que essas cr\u00edticas ou s\u00e3o canalhas ou s\u00e3o ing\u00eanuas, quando dizem que os estudiosos p\u00f3s-modernos abdicam das teorias. \u00c9 necess\u00e1rio conhecer muito da teoria para poder coloc\u00e1-la de lado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alex relatou os eventos associados \u00e0 presen\u00e7a do professor Fernando Haddad no territ\u00f3rio em que seu trabalho de mestrado envolvendo a Pomada Milagrosa vem sendo desenvolvido. Pontou sobre os encontros com o escritor Raduan Nassar na UFSCar em Buri-SP, com o bispo Dom Arnaldo Cavalheiro, de Itapeva, e com os assentados da reforma agr\u00e1ria na regi\u00e3o de Itapeva. Fez uma coloca\u00e7\u00e3o sobre o fato de o MST hoje estar colocado na Bolsa de Nova Iorque e fazer uma produ\u00e7\u00e3o digna do Agro em contrapartida \u00e0 produ\u00e7\u00e3o romantizada proposta por uma produ\u00e7\u00e3o essencialmente de subsist\u00eancia, no que Mois\u00e9s diz que isso lhe chama a aten\u00e7\u00e3o para um deslocamento que est\u00e1 ocorrendo com o movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A aluna Vit\u00f3ria relata que atuou como professora durante quatro anos num assentamento do Movimento Sem Terra e aponta que a educa\u00e7\u00e3o nos assentamentos \u00e9 essencialmente ut\u00f3pica e n\u00e3o funcionar\u00e1 em hip\u00f3tese alguma, pois os alunos n\u00e3o querem abra\u00e7ar o Movimento, disse que a maioria n\u00e3o tem interesse em continuar no movimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mois\u00e9s pergunta se esse \u00e9 o pre\u00e7o do sucesso do Movimento. No que eu replico com as palavras da Dona Nazar\u00e9. O Movimento Sem Terra \u00e9 o grande respons\u00e1vel por dar guarida aos descamisados. \u00c9 importante ponderar o que eu seria e o que eu sou. Disse ainda que o modo de vida nos assentamentos ainda est\u00e1 contaminado com as demandas e desejos da sociedade capitalista.<\/p>\n\n\n\n<p>Concluo que h\u00e1 um desejo na sociedade de que os militantes do Movimento Sem Terra sejam uma esp\u00e9cie de hippies agr\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mois\u00e9s menciona o ideal do Acesse, de acordo com Latour, em que a possibilidade de militantes do MST usarem Glifosato ou andarem de Amarok seriam pecados capitais, que maculariam a sacralidade do Movimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Valter relatou experi\u00eancias familiares acerca do Movimento Sem Terra, concluindo sobre as dificuldades de se morar\/sobreviver nos assentamentos\/ocupa\u00e7\u00f5es. Falou sobre uma visita que fez a uma central de produ\u00e7\u00e3o do leite Terra Viva do MST em Paranacity e concluiu dizendo que as pessoas que v\u00e3o para o MST precisam resolver situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo fala que o que chama aten\u00e7\u00e3o na sociedade \u00e9 o fato de um sem-terra estar de Amarok ou um de comunista estar de iPhone, mais do que um capitalista estar de Clio 1.0.<\/p>\n\n\n\n<p>Mois\u00e9s relatou a conclus\u00e3o do projeto de extens\u00e3o associado \u00e0 revista Quase Ci\u00eancia e informou que convidou a Profa. Cristina Simon, do Disque-Gram\u00e1tica, para atuar como colaboradora do projeto de extens\u00e3o. Relatou ainda que o colega Alexandre est\u00e1 cuidando do ISSQN da revista.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerrada a sess\u00e3o de informes, passou-se ao debate sobre a obra \u201cOs usos sociais da ci\u00eancia&#8221;, de Pierre Bourdieu.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo aponta que ainda n\u00e3o havia lido esse livro e diz que tem lido especificamente Latour nos \u00faltimos tempos. Aponta que Latour e Bourdieu s\u00e3o antag\u00f4nicos. Entende que Bourdieu \u00e9 um estruturalista, um neokantiano. Considera um autor muito complexo. Serviu para entender a no\u00e7\u00e3o de campo, a partir de uma an\u00e1lise marxista e p\u00f3s-moderna, que vai sendo constru\u00edda ao longo do texto, que \u00e9 relativamente aut\u00f4nomo entre a linguagem e o mundo social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O autor tenta fugir de uma dicotomia estrita, em especial em rela\u00e7\u00e3o ao determinismo. O campo \u00e9 determinado pelas rela\u00e7\u00f5es sociais, por\u00e9m elas s\u00e3o fracas. A no\u00e7\u00e3o de refrat\u00e1rio aparece de maneira bem delineada. A oposi\u00e7\u00e3o conceitual \u00e0s suas leituras n\u00e3o o impediu de aproveitar a obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Mois\u00e9s diz que Latour no seu \u201cvida de laborat\u00f3rio\u201d usou conceitos de cr\u00e9dito e credibilidade que Bourdieu usa nessa obra. Tamb\u00e9m h\u00e1 men\u00e7\u00f5es a Thomas Khun nessa obra de Latour. Mois\u00e9s \u201cprovoca\u201d Leonardo sobre o afastamento <em>versus<\/em> aproxima\u00e7\u00e3o entre Latour e Bourdieu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua r\u00e9plica, Leonardo aponta que Bourdieu parte de uma tradi\u00e7\u00e3o humana na leitura da sociologia, enquanto Latour \u00e9 muito mais cr\u00edtico que Bourdieu nas an\u00e1lises sociol\u00f3gicas. Bourdieu e Latour se afastam, pois Latour tenta se afastar do programa forte da Sociologia, quando radicaliza a no\u00e7\u00e3o de etnometodologia e chega \u00e0 no\u00e7\u00e3o de n\u00e3o humano, enquanto Bourdieu parte de uma rela\u00e7\u00e3o essencialmente humana sobre as rela\u00e7\u00f5es sociais. Bourdieu trata a Sociologia como a ci\u00eancia de todas as ci\u00eancias. Latour \u00e9 muito mais cr\u00edtico \u00e0 Sociologia que Bourdieu, que lidou melhor com a Sociologia que Latour.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mois\u00e9s, Latour se afasta do programa forte da Sociologia, enquanto Bourdieu busca aproxima\u00e7\u00f5es com o programa Forte da Sociologia, que est\u00e1 ligado \u00e0 sociologia do conhecimento. A inten\u00e7\u00e3o das leituras \u00e9 de nos aproximarmos das interpreta\u00e7\u00f5es de Latour.<\/p>\n\n\n\n<p>Marlon diz que \u00e9 importante localizar o texto em seu contexto, pois o \u201clivreto\u201d \u00e9 um apanhado, publicado por conta de um col\u00f3quio. Bourdieu fala da autonomia do campo, em que os campos v\u00e3o se desenvolvendo e criando suas pr\u00f3prias regras e leis. As rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es menos est\u00e1veis. O livro \u00e9 um panfleto de divulga\u00e7\u00e3o da Sociologia do Conhecimento, de Bourdieu. O fluxo de for\u00e7as \u00e9 um fluxo transformador.<\/p>\n\n\n\n<p>Valter diz que Bourdieu aplica no campo cient\u00edfico teorias utilizadas em outras an\u00e1lises e obras. O texto est\u00e1 bem ligado \u00e0s discuss\u00f5es que o grupo faz sobre ci\u00eancia, dialogando com as outras leituras realizadas no \u00faltimo per\u00edodo. Bourdieu fala em campo de for\u00e7a. Dentro do campo devem ser analisados os atores em fun\u00e7\u00e3o de suas magnitudes e do capital presente em cada analito. Disposi\u00e7\u00f5es dentro do campo das ci\u00eancias. Atores sendo referenciados ou n\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negligenciar determinados atores, gostando-se ou n\u00e3o de cada um deles.<\/p>\n\n\n\n<p>A rede latouriana \u00e9 um sistema de for\u00e7as em constante tensionamento. Ter ou n\u00e3o a posse dos determinados tipos de capitais vai definir a extens\u00e3o dos aprofundamentos gerados pelos campos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriela disse que leu e comparou com Latour. Gostou de conhecer a teoria do campo. Considera que Bourdieu e Latour mais se afastam que se aproximam. Bourdieu diferencia muito os campos enquanto Latour mescla esses campos, mesmo que n\u00e3o os chame assim. Bourdieu relaciona o texto ao contexto, o que ele chama de campo. Informou n\u00e3o ter entendido o que \u00e9 o <em>habitus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds percebeu que o trabalho \u00e9 o resultado de uma confer\u00eancia e cita a p\u00e1gina 21: \u201c&#8230;\u00e9 preciso escapar de toda ci\u00eancia pura&#8230;\u201d. Bourdieu quer distanciar a ci\u00eancia escrava, que est\u00e1 a servi\u00e7o da demanda pol\u00edtica e da demanda econ\u00f4mica, da ci\u00eancia social. O mundo social demanda entendermos o que \u00e9 o <em>habitus<\/em>, o que \u00e9 o campo e o capital. O <em>Habitus<\/em> molda a sociedade e o comportamento dos indiv\u00edduos. N\u00e3o est\u00e1 preso nem \u00e0 sociedade nem ao indiv\u00edduo, de maneira \u00fanica e pura. Como agimos dentro da estrutura social e cultural, o <em>habitus<\/em> explica na sociedade as desigualdades e diferen\u00e7as na sociedade. <em>Habitus<\/em> s\u00e3o estruturas estruturantes. \u00c9 algo dif\u00edcil de ser rompido. Campo \u00e9 o local onde o <em>habitus<\/em> se expressa\/aparece. No campo, o <em>habitus<\/em> se torna um senso comum. \u00c9 onde tudo deve parecer com o que est\u00e1. O capital cultural, o econ\u00f4mico, o simb\u00f3lico e o cient\u00edfico contribuem para a forma\u00e7\u00e3o do <em>habitus<\/em>. Capital, campo e <em>habitus<\/em> s\u00e3o interdependentes e interrelacionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Milene disse que gostou muito do livro. O poder do capitalismo lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o no livro. Fazer as liga\u00e7\u00f5es entre os campos \u00e9 necess\u00e1rio. A ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 dispon\u00edvel para todos. A alfabetiza\u00e7\u00e3o e o letramento cient\u00edfico ainda n\u00e3o est\u00e3o consolidados. A neglig\u00eancia daqueles que est\u00e3o pr\u00f3ximos de n\u00f3s \u00e9 uma constante em nossa produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo disse que tornou alg\u00e9bricas as rela\u00e7\u00f5es entre capitais cient\u00edficos, o puro e o institucional \u2013 sendo o institucional mais burocr\u00e1tico \u2013, que geram dois tipos de poder: um poder geral e pol\u00edtico e o outro, espec\u00edfico do pesquisador. O avan\u00e7o das ci\u00eancias \u00e9 dependente das condi\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas da pesquisa. Ele quis saber se algu\u00e9m fez leituras semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Valter: \u2014 Os dois tipos de capitais dentro do campo cient\u00edfico s\u00e3o fundamentais para que a ci\u00eancia ocorra. Cita a escola de Frankfurt, onde Horkheimer cuidava da administra\u00e7\u00e3o da revista e exercia o poder pol\u00edtico, e Adorno exercia o poder espec\u00edfico de pesquisador. Conclui dizendo que a complementaridade das a\u00e7\u00f5es \u00e9 fundamental para o bom desenrolar das atividades cient\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo replica que o poder do prest\u00edgio pessoal do pesquisador pode gerar poder institucional, que ele compreende como sendo capital cient\u00edfico. A rela\u00e7\u00e3o entre poderes deve ser uma constante na pr\u00e1tica acad\u00eamica. Cita Kuhn e Fleck como exemplo de atra\u00e7\u00e3o entre aliados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Valter, a met\u00e1fora f\u00edsica elucida as influ\u00eancias dos indiv\u00edduos nos campos. O campo \u00e9 o campo da disputa. S\u00f3 se tem reconhecimento se se tem conhecimento. Ele reconhece as contribui\u00e7\u00f5es do Lu\u00eds e diz que as quest\u00f5es se interconectam. Os instintos n\u00e3o permitem liberdade em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente. O <em>habitus<\/em> permite liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mois\u00e9s falou que as influ\u00eancias marxistas organizam as ideias de Bourdieu de maneira estruturalista. O p\u00f3s-estruturalismo traz uma cientificidade, uma racionalidade de que \u00e9 poss\u00edvel criar, a partir do discurso, certas condi\u00e7\u00f5es de conseguir achar as causas primeiras. Aqui o estruturalismo n\u00e3o significa a busca de ess\u00eancia, mas a busca de como estabelecer racionalidades e boas explica\u00e7\u00f5es ao campo. Para Bourdieu, o capital circula entre os diferentes campos. Se voc\u00ea \u00e9 minoria, seu capital vai resvalar no <em>habitus<\/em>. A for\u00e7a do capital escolar \u00e9 delet\u00e9ria. O <em>habitus<\/em> \u00e9 um jogo contingente, \u00e9 uma quest\u00e3o condicionante.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriela cita a p\u00e1gina 24: \u201c&#8230;Os agentes caracterizados pelo volume de seu capital&#8230;\u201d. Para Latour, um conhecimento ser\u00e1 mais bem aceito se estiver mais articulado e conectado. Quanto mais poder e mais conhecimento tem essa pessoa, mais influente ela \u00e9 na rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Marlon explica que o mundo n\u00e3o \u00e9 estruturado. Bourdieu contribui para a forma\u00e7\u00e3o de um processo educativo libert\u00e1rio. A educa\u00e7\u00e3o deve ser revolucion\u00e1ria e n\u00e3o apenas servir para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mois\u00e9s, a raz\u00e3o cr\u00edtica n\u00e3o \u00e9 p\u00e1reo para o <em>habitus<\/em>. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel entender o indiv\u00edduo. Bourdieu contribui para a escola cr\u00edtica, como Paulo Freire e Berzelius, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><br>BOURDIEU, P. <strong>Os usos sociais das ci\u00eancias<\/strong>: por uma sociologia cl\u00ednica do campo cient\u00edfico. S\u00e3o Paulo: Unesp, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o O professor Mois\u00e9s abriu o encontro pautando uma fala do aluno Leonardo, que foi questionado num encontro cient\u00edfico sobre o fato de os Estudos Culturais das Ci\u00eancias contribu\u00edrem para a perpetua\u00e7\u00e3o dos discursos antici\u00eancia presentes na sociedade contempor\u00e2nea. 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