{"id":6601,"date":"2025-07-31T15:51:42","date_gmt":"2025-07-31T18:51:42","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/proex\/?p=6601"},"modified":"2025-07-31T16:32:51","modified_gmt":"2025-07-31T19:32:51","slug":"com-mediacao-do-praxis-itinerante-projeto-ocas-desenvolve-planos-arquitetonicos-para-o-assentamento-eli-vive","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/proex\/sem-categoria\/2025\/07\/31\/com-mediacao-do-praxis-itinerante-projeto-ocas-desenvolve-planos-arquitetonicos-para-o-assentamento-eli-vive\/","title":{"rendered":"Com media\u00e7\u00e3o do Pr\u00e1xis Itinerante, Projeto OCAS desenvolve planos arquitet\u00f4nicos para o assentamento Eli Vive\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/proex\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_7061-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6605\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/proex\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_7061-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/proex\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_7061-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/proex\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_7061-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/proex\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_7061-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/sites.uel.br\/proex\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/IMG_7061-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Demanda surgiu em di\u00e1logo anterior com o Programa de Extens\u00e3o Pr\u00e1xis Itinerante; mais de 500 fam\u00edlias ser\u00e3o beneficiadas<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Leiliani de Castro*<\/p>\n\n\n\n<p>A 50 km de Londrina, no distrito de Lerroville (PR), est\u00e1 o assentamento Eli Vive, homologado h\u00e1 16 anos. O Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA) prev\u00ea melhorias para o coletivo, o qual disp\u00f5e de uma agroind\u00fastria, a Cooperativa Agroindustrial de Produ\u00e7\u00e3o e Comercializa\u00e7\u00e3o Conquista (COPACON), um mercado e a Escola Municipal do Campo, Trabalho e Saber.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Programa de Extens\u00e3o Pr\u00e1xis Itinerante fez um trabalho de mem\u00f3ria junto \u00e0 escola. Emolduradas nas paredes, est\u00e3o fotos que remontam desde os anos 90 at\u00e9 a hist\u00f3ria mais recente do Eli Vive. As crian\u00e7as indo \u00e0 antiga escola itiner\u00e1ria de jegue. As primeiras turmas de estudantes, os barrac\u00f5es. Todas as fotografias foram levantadas com as fam\u00edlias locais. O acervo s\u00f3 cresceu. Come\u00e7ou com 50 fotos, ao passo em que se tornaram 100, ao final, 120.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a universit\u00e1ria, at\u00e9 aquele momento, se dava no campo da pesquisa. A comunidade demandou retorno. Portanto, os graduandos em Ci\u00eancias Sociais, por meio da extens\u00e3o, propuseram este acervo, f\u00edsico e digitalizado, tanto quanto uma linha do tempo contando a hist\u00f3ria do assentamento, fixada no sagu\u00e3o da escola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdV28e8V59k6nkMT_7uNBGfvcJaYtOtn5YyY6vzkmldLso0xtEz_GnFDf9spbf6MQijAkOpB2ih4RRAGDoCHhw-eOPBgO5_jBF7oJduZElhDFxDPcQY-hHlHtY7taIY7vG1d1wY?key=mZr08-CI23DsBRJaCUTyvQ\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Linha do tempo constru\u00edda pelo Pr\u00e1xis Itinerante em colabora\u00e7\u00e3o com as fam\u00edlias assentadas | Foto: Elissa Gebauer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma vez estabelecido este di\u00e1logo, surgiu a ideia de envolver os conhecimentos t\u00e9cnicos da universidade em novos projetos. Segundo Edelvan Carvalho, um dos diretores pol\u00edticos, tais espa\u00e7os j\u00e1 est\u00e3o previstos. O \u201cprodutivo, educacional e o social\u201d s\u00e3o os pilares do PDA. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 o projeto de como ficar\u00e3o alocadas as coisas, em cada lugar. \u201cA gente vai construindo conforme a necessidade. A nossa ind\u00fastria de fub\u00e1, por exemplo, era o barrac\u00e3o da comunidade\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdiixw_XM069JL5vh7THIQOwiL5tkZyvgAtJNqIJOE72j-oICQix9cmX1_csMxxrJoODcjsckTCsFUdUy8dh2GpGcJDk1eX88dslbn_hXBw1EI4mHGY6vV07dKIJ4IwNxTwlf7wZg?key=mZr08-CI23DsBRJaCUTyvQ\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edelvan Carvalho | Foto: Elissa Gebauer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Posto de sa\u00fade, gin\u00e1sio esportivo, centro cultural, quadra de bocha, pista de caminhada ao ar livre e modelos arquitet\u00f4nicos para casas de dois e tr\u00eas quartos, foram algumas das propostas apresentadas por estudantes de Arquitetura \u00e0 diretoria do Eli Vive.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais melhorias, a longo prazo, buscam integrar a vida em comunidade, beneficiando aos camponeses, aos trabalhadores da COPACON, tanto quanto acolher bem aos turistas. O Eli Vive promove festas de anivers\u00e1rio, cavalgadas, agendas de luta do movimento social, eventos estes que abrangem grande quantidade de pessoas, no m\u00ednimo 2 mil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projetos OCAS&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os acad\u00eamicos de Arquitetura integrantes do Projeto OCAS, \u201cEscrit\u00f3rio Modelo Ocas em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina\u201d, aprendem na pr\u00e1tica a lidar com os clientes e suas expectativas. Estudantes do primeiro ano desenvolvem desenhos t\u00e9cnicos e maquetes. J\u00e1 os mais avan\u00e7ados, ao terceiro ano, apresentam o material em 3D, por meio de <em>softwares<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades da sociedade civil organizada procuram o Ocas para desenvolver parcerias. O professor Fabio Lanza, coordenador do Programa de Extens\u00e3o Pr\u00e1xis Itinerante, fez a ponte entre o assentamento e o projeto.&nbsp; Segundo um dos coordenadores do Ocas, Oigres Macedo, foram realizadas algumas visitas com os alunos, para desenvolver os projetos. \u201cEsta foi a primeira visita com algum resultado, para a gente discutir modifica\u00e7\u00f5es, ajustes\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antonio Carlos Zani divide a coordena\u00e7\u00e3o do Ocas com Oigres Macedo e outros docentes. Para ele, a experi\u00eancia \u00e9 enriquecedora para os alunos.&nbsp; \u201cQuando se fala em assentamento, muitas vezes, eles nem sabem o que \u00e9. Esse contato direto, eles estarem vendo um assentamento que deu certo, est\u00e1 funcionando\u2026 Geralmente ouvimos falar de assentamento em tom pejorativo. A universidade vai ajudar esse pessoal a se organizar. Nossa parte \u00e9 dar o espa\u00e7o f\u00edsico para que eles desenvolvam suas atividades\u201d, contextualiza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfbxMcEBTWo7itbFUIq0HsjuErhy8LaOXOkfBqB0wI3R8Ykeyl0xOnJSWN1qxcgER9GItu64yv2REPCTk63kKBs3yj65sRiCVYgSUGxl_1L-n2eB8m9ZhIQGTGCSIjGrSfUwUZPnA?key=mZr08-CI23DsBRJaCUTyvQ\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Da esquerda para a direita, Antonio Carlos Zani e Oigres Macedo | Foto: Elissa Gebauer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o coletiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sandra Ferrer, mais conhecida como \u201cFlor\u201d, diretora e lideran\u00e7a pol\u00edtica, enfatiza a dimens\u00e3o do sonho realizado. \u201c\u00c0s vezes o sonho est\u00e1 na nossa mente. E a gente precisa da universidade para executar, montar. \u00c9 um sonho se materializando\u201d, afirma. Na reuni\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o dos modelos arquitet\u00f4nicos, a comunidade se envolveu nas perspectivas para cada uma das edifica\u00e7\u00f5es propostas, pensando e fazendo sugest\u00f5es aos estudantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a lideran\u00e7a, esta parceria entre a UEL e o Eli Vive reflete no apoio \u00e0 agroecologia e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. \u201cNosso povo tem essa car\u00eancia de mostrar para a sociedade que o MST tem um prop\u00f3sito al\u00e9m de trabalhar a reforma agr\u00e1ria\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O centro social foi um dos enfoques dos extensionistas de Arquitetura. Flor comenta que \u201cesse retorno, os alunos trazendo maquete, apresentando para n\u00f3s, acolhendo as demandas e com v\u00e1rias etapas para acontecer. Isso, para o assentamento, \u00e9 maravilhoso\u201d. Finalizados os projetos, ser\u00e1 a hora de buscar recursos para construir tudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXezKPUlL9pCyRSZSAiRLxCYCvpGnhFIk5KiV_lqOsZrg_scvYY1wdOep6NXP1iU4cfXPhGdoqfBX_oJvjEyYJz3QDMxzyb7WXKOJWXN5iIQsMRYYi_fH75nN3dvretwqKH6M-duHg?key=mZr08-CI23DsBRJaCUTyvQ\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Diretoria pol\u00edtica e fam\u00edlias assentadas conferem projetos arquitet\u00f4nicos | Foto: Elissa Gebauer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Turismo e pertencimento<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O turismo no Eli Vive \u00e9 outro ponto de aten\u00e7\u00e3o. Com a melhoria das instala\u00e7\u00f5es, o fomento a este aspecto da economia do assentamento ser\u00e1 fortalecido, proporcionando ao p\u00fablico em geral melhores acomoda\u00e7\u00f5es. \u201cUm local para sentar e conversar, receber as nossas festas. Quando fazemos o anivers\u00e1rio do assentamento, mais de 2 mil pessoas v\u00eam aqui. Ent\u00e3o a gente tem que ter uma estrutura para receber, levar aos nossos pontos mais lindos, n\u00e3o s\u00f3 aos lotes agroecol\u00f3gicos. Tamb\u00e9m temos a \u00e1rea da natureza, as cachoeiras\u201d, comenta Sandra Ferrer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXd0al_Vdk1v8LuEGKDiRWVrdx9svMP1UTAPiMFfP5nM6hpbWPjmcEYbP2cXm34GnsffnKdposf1gCffhX398gupzSUdxKQQjeiInUAp4Sg12CZ-TA1aX1eOnvkKkCPL3D2irj6-?key=mZr08-CI23DsBRJaCUTyvQ\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sandra Ferrer, \u201cFlor\u201d | Foto: Elissa Gebauer<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presen\u00e7a multidisciplinar&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estudantes de Arquitetura e Ci\u00eancias Sociais, acad\u00eamicos de Servi\u00e7o Social e agentes universit\u00e1rios estiveram na atividade, entre eles Gilberto Hildebrando, representando a Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, Cultura e Sociedade. A programa\u00e7\u00e3o envolveu conhecer a hist\u00f3ria do assentamento, debater as propostas arquitet\u00f4nicas e, a partir delas, afinar novos encaminhamentos. As atividades se encerram com o prest\u00edgio ao mercado local, o qual comercializa produtos agroecol\u00f3gicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>(*Bolsista na Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o, Cultura e Sociedade).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Demanda surgiu em di\u00e1logo anterior com o Programa de Extens\u00e3o Pr\u00e1xis Itinerante; mais de 500 fam\u00edlias ser\u00e3o beneficiadas Leiliani de Castro* A 50 km de Londrina, no distrito de Lerroville (PR), est\u00e1 o assentamento Eli Vive, homologado h\u00e1 16 anos. 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