{"id":867,"date":"2022-09-30T16:59:13","date_gmt":"2022-09-30T19:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/pdi\/?page_id=867"},"modified":"2022-10-03T14:41:41","modified_gmt":"2022-10-03T17:41:41","slug":"londrina","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.uel.br\/pdi\/londrina\/","title":{"rendered":"Londrina"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"804\" height=\"288\" data-id=\"868\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/pdi\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Londrina.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-868\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/pdi\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Londrina.jpg 804w, https:\/\/sites.uel.br\/pdi\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Londrina-300x107.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/pdi\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Londrina-768x275.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 804px) 100vw, 804px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Londrina est\u00e1 ligada \u00e0 sua coloniza\u00e7\u00e3o. O in\u00edcio da povoa\u00e7\u00e3o de Londrina data de 1930, quando chegaram os primeiros compradores de terra e os colonos nacionais, alem\u00e3es e japoneses, procedentes do Estado de S\u00e3o Paulo, orientados por agenciadores da Companha de Terras Norte do Paran\u00e1. O plano de coloniza\u00e7\u00e3o e povoamento foi feito pela Companhia de Terras Norte do Paran\u00e1, sendo sua maior acionista a firma \u201cParan\u00e1 Plantations\u00a0Limited\u201d de Londres, em virtude de compra de mais de 500 mil alqueires de terras, com a outorga do competente t\u00edtulo de propriedade pelo Governo do Estado em ch\u00e1cara experimental. J\u00e1 de in\u00edcio, a Companhia concedeu a todos os t\u00edtulos de propriedade de terra, medida inusitada para as condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o e mesmo do Brasil. Por isso, os conflitos entre colonos antigos e os rec\u00e9m-chegados praticamente n\u00e3o existiram na zona colonizada pelos ingleses. Por\u00e9m, a grande novidade introduzida pela Companhia e que lhe valeria o \u201cslogan\u201d de \u201ca mais not\u00e1vel obra da coloniza\u00e7\u00e3o que o Brasil j\u00e1 viu\u201d foi a reparti\u00e7\u00e3o dos terrenos em lotes relativamente pequenos. Os ingleses promoveram, desta forma, uma verdadeira reforma agr\u00e1ria, sem interven\u00e7\u00e3o do Estado, no Norte do Paran\u00e1, oferecendo aos trabalhadores sem posses a oportunidade de adquirirem pequenos lotes, j\u00e1 que as modalidades de pagamento eram adequadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de cada comprador. Londrina surgiu em 1929 como primeiro posto avan\u00e7ado deste projeto ingl\u00eas. Na tarde do dia 21 de agosto, chega a primeira expedi\u00e7\u00e3o da Companhia de Terras Norte do Paran\u00e1 ao local denominado Patrim\u00f4nio Tr\u00eas Bocas, onde o engenheiro Alexandre\u00a0Razgulaeff\u00a0fincou marco nas terras onde surgiria Londrina. O nome da cidade foi uma homenagem prestada pelo Jo\u00e3o Domingues Sampaio, um dos primeiros diretores da Companhia de Terras do Norte do Paran\u00e1.A cria\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio ocorreu cinco anos mais tarde, atrav\u00e9s do decreto estadual assinado pelo interventor Manoel Ribas, em 3 de dezembro de 1934. Sua instala\u00e7\u00e3o foi em 10 de dezembro do mesmo ano, data em que\u00a0se comemora o anivers\u00e1rio da cidade. O primeiro prefeito (nomeado) foi Joaquim Vicente de Castro. Segundo a pesquisadora Denise de C\u00e1ssia Rossetto\u00a0Januzzi, o engenheiro Alexandre\u00a0Rasgulaeff\u00a0foi o autor do projeto inicial de Londrina. Sua proposta baseava-se numa malha ortogonal em forma de xadrez, de aproximadamente quatro quil\u00f4metros quadrados, com as ruas dispostas nos sentidos norte-sul e\u00a0leste-oeste. A previs\u00e3o era para um n\u00famero estimado de 30 mil habitantes, a cidade deveria servir de apoio para as outras cidades da regi\u00e3o e nos seus arredores deveriam existir pequenas propriedades rurais para prover a cidade. A primeira d\u00e9cada ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o foi uma fase de desenvolvimento comercial. Neste per\u00edodo aconteceu um fortalecimento da estrutura comercial de Londrina, quando muitas empresas paulistas se instalaram na regi\u00e3o (aliment\u00edcia, armarinhos, atacadistas). O setor industrial limitava-se a ordenar a mat\u00e9ria prima regional (m\u00e1quinas de caf\u00e9 e cereais), mantendo a depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a outros centros urbanos com maior grau de industrializa\u00e7\u00e3o.\u00a0Januzzi\u00a0tamb\u00e9m diz que o Norte do Paran\u00e1, at\u00e9 fins dos anos 30, era a Terra da Promiss\u00e3o, um local de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola abundante, das oportunidades de enriquecimento r\u00e1pido para quem estivesse disposto a trabalhar. O ciclo do trabalho para quem adquiria terras se dava pelo corte e venda da madeira e, depois, pelo plantio e venda da colheita. Londrina tornou-se local de intermedia\u00e7\u00e3o de mercadorias entre a regi\u00e3o e o resto do pa\u00eds, principalmente Santos e S\u00e3o Paulo, liga\u00e7\u00e3o na qual a ferrovia adquiriu um papel fundamental. As principais realiza\u00e7\u00f5es no final dos anos 40 foram: a implanta\u00e7\u00e3o de galerias pluviais, constru\u00e7\u00e3o de escolas, elabora\u00e7\u00e3o do plano urban\u00edstico \u2013 o que demonstrou uma preocupa\u00e7\u00e3o com a ocupa\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Londrina, j\u00e1 nos anos 50, emergiu no cen\u00e1rio nacional como importante cidade do interior do Brasil. Neste per\u00edodo, apresentou considerada expans\u00e3o urbana em raz\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o\u00a0cafeeria\u00a0no norte do Paran\u00e1, em especial na cidade de Londrina, o que levou \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o do setor prim\u00e1rio de toda regi\u00e3o. Nesta d\u00e9cada, a popula\u00e7\u00e3o passou de 20 mil habitantes para 75 mil, sendo que quase metade se encontrava na \u00e1rea rural. No final desse dec\u00eanio Londrina contava com um complexo urbano que consistia em faculdade, col\u00e9gios, postos de sa\u00fade, hospitais, r\u00e1dios e complexos destinados ao lazer. Conforme\u00a0Januzzi, na d\u00e9cada de 60, come\u00e7a a crescer a verticaliza\u00e7\u00e3o no centro da cidade e aumenta o adensamento urbano da popula\u00e7\u00e3o de m\u00e9dia e alta renda; em contrapartida, ocorre uma expans\u00e3o acelerada da periferia devido \u00e0 migra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o rural, trabalhando agora como\u00a0b\u00f3ias-frias. O forte movimento de urbaniza\u00e7\u00e3o dos anos 60 causou um d\u00e9ficit habitacional em Londrina, sendo adotados nessa fase programas habitacionais em larga escala. O pre\u00e7o do caf\u00e9 cai com a concorr\u00eancia internacional, e o governo reage propondo a diversifica\u00e7\u00e3o de culturas e com a compra de caf\u00e9 atrav\u00e9s do IBC (Instituto Brasileiro do Caf\u00e9), para estocar o produto e assim tentar controlar seus pre\u00e7os. A diversifica\u00e7\u00e3o de culturas toma for\u00e7a, impulsionada tamb\u00e9m pelas geadas de 62, 66, 69, 72 e 75.Aos poucos, a cafeicultura foi sendo substitu\u00edda por novas atividades agropecu\u00e1rias e industriais no decorrer da d\u00e9cada de 60. Londrina apresentava um desenvolvimento industrial modesto, na d\u00e9cada de 70, com 442 ind\u00fastrias, a maioria de pequeno porte, voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de pens de consumo n\u00e3o dur\u00e1veis e utilizando pouca m\u00e3o de obra. Nessa \u00e9poca, a supremacia do caf\u00e9 chega ao fim. O Brasil perde 226 mil empregos rurais, que n\u00e3o foram absorvidos pela pecu\u00e1ria e pelas culturas de soja, trigo e milho, mecaniz\u00e1veis. Isto representou, para o Estado do Paran\u00e1, uma grande transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente produtiva e consequentemente econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m social. Ocorreram grandes fluxos migrat\u00f3rios do campo para a cidade. A base econ\u00f4mica do munic\u00edpio passou da monocultura do caf\u00e9 para uma produ\u00e7\u00e3o diversificada, com a introdu\u00e7\u00e3o de culturas como soja, milho, trigo e cana de a\u00e7\u00facar, demonstrando uma capacidade produtiva que contribuiu para que Londrina ficasse reconhecida no cen\u00e1rio nacional como uma progressista cidade de m\u00e9dio, que entrou na d\u00e9cada de 70 com 228.101 habitantes. Ainda segundo\u00a0Januzzi, a cria\u00e7\u00e3o da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 1971, foi um fator importante para o desenvolvimento da cidade. Sua implanta\u00e7\u00e3o aqueceu o mercado imobili\u00e1rio para abrigar estudantes de fora. A implanta\u00e7\u00e3o do Campus no sudoeste da cidade tamb\u00e9m provocou uma grande expans\u00e3o urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nos anos 60, surgiram os primeiros conjuntos habitacionais, que se localizavam \u00e0 dist\u00e2ncia de 6 a 7 Km do centro da cidade. Esses centros habitacionais foram edificados pela COHAB e atendiam \u00e0s popula\u00e7\u00f5es mais necessitadas da sociedade londrinense. Outro fato importante neste per\u00edodo foi a cria\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o Telef\u00f4nica de Londrina, a Sercomtel. Em franco desenvolvimento, na d\u00e9cada de 70, Londrina j\u00e1 contava com 230 mil habitantes e uma produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola voltada para o mercado externo. Nesta \u00e9poca criou-se os primeiros centros industriais que visavam o incentivo e a coordena\u00e7\u00e3o do desenvolvimento industrial da cidade. Houve uma amplia\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os como educa\u00e7\u00e3o, sistema de \u00e1gua e esgoto, pavimenta\u00e7\u00e3o, energia el\u00e9trica, comunica\u00e7\u00e3o, e a cria\u00e7\u00e3o do Parque Arthur Thomas, a constru\u00e7\u00e3o da nova Catedral, Gin\u00e1sio de Esporte&nbsp;Moring\u00e3o, entre outras obras. A d\u00e9cada de 80 foi marcada pela fase da a\u00e7\u00e3o administrativa, quando o poder p\u00fablico demonstrou uma preocupa\u00e7\u00e3o com o capital comercial e desenvolveu a\u00e7\u00f5es que incentivaram o planejamento urbano, tais como a retirada da ferrovia do centro, a cria\u00e7\u00e3o das vias Expressa Norte-Sul e da Avenida Leste-Oeste, bem como a instala\u00e7\u00e3o do Terminal Urbano de Transporte C\u00edvico.<\/p>\n\n\n\n<p>Londrina se consolidou como&nbsp;P\u00f3lo&nbsp;Regional de bens e servi\u00e7os e se tornou, definitivamente, a terceira mais importante cidade do Sul do Brasil na d\u00e9cada de 90, quando foi desenvolvido seu primeiro Plano Diretor. Neste per\u00edodo a cidade apresentava uma estrutura voltada para \u00e1reas residenciais em praticamente todo seu territ\u00f3rio, destacando a regi\u00e3o central em raz\u00e3o do desenvolvimento da constru\u00e7\u00e3o civil, refletida em in\u00fameros edif\u00edcios de padr\u00e3o m\u00e9dio e alto. A regi\u00e3o norte da cidade, que nas d\u00e9cadas anteriores se enquadrava como regi\u00e3o rural, revelou-se como maior \u00e1rea residencial da cidade, apresentando uma concentra\u00e7\u00e3o de conjuntos habitacionais financiados pelo BNH. D\u00e9cada a d\u00e9cada, verifica-se que Londrina teve um crescimento constante, consolidando-se como principal ponto de refer\u00eancia do Norte do Paran\u00e1, bem como exercendo grande influ\u00eancia e atra\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O texto est\u00e1 citado na lista de refer\u00eancias como&nbsp;C\u00c2MARA MUNICIPAL DE LONDRINA (2022).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Londrina est\u00e1 ligada \u00e0 sua coloniza\u00e7\u00e3o. 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