{"id":912,"date":"2022-08-22T11:23:10","date_gmt":"2022-08-22T14:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/ndph\/?page_id=912"},"modified":"2022-08-22T11:23:10","modified_gmt":"2022-08-22T14:23:10","slug":"40-anos-do-lablinguas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.uel.br\/ndph\/40-anos-do-lablinguas\/","title":{"rendered":"40 Anos do Labl\u00ednguas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:18px\"><br><strong>Exposi\u00e7\u00e3o &#8211; &#8220;40 ANOS DO LABL\u00cdNGUAS&#8221;<\/strong><br><br>De 15 a 30\/09\/2014<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"280\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/ndph\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Globo-Linguas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-939\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/ndph\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Globo-Linguas.png 500w, https:\/\/sites.uel.br\/ndph\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Globo-Linguas-300x168.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">&#8220;O homem fala. Falamos quando acordados e em sonho. Falamos continuamente. Falamos mesmo quando n\u00e3o deixamos soar nenhuma palavra. Falamos quando ouvimos e lemos. Falamos igualmente quando n\u00e3o ouvimos e n\u00e3o lemos e, ao inv\u00e9s, realizamos um trabalho ou ficamos \u00e0 toa. Falamos sempre de um jeito ou de outro. Falamos porque falar nos \u00e9 natural. Falar n\u00e3o prov\u00e9m de uma vontade especial. Costuma-se dizer que por natureza o homem possui linguagem. Guarda-se a concep\u00e7\u00e3o de que, \u00e0 diferen\u00e7a da planta e do animal, o homem \u00e9 o ser vivo dotado de linguagem. <br>Essa defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o diz apenas que, dentre muitas outras faculdades, o homem tamb\u00e9m possui a de falar. Nela se diz que a linguagem \u00e9 o que faculta o homem a ser o ser vivo que ele \u00e9 enquanto homem. Enquanto aquele que fala, o homem \u00e9: homem. Essas palavras s\u00e3o de Wilhelm von Humboldt. Mas ainda resta pensar o que se chama assim: o homem.<br>A linguagem pertence, em todo caso, \u00e0 vizinhan\u00e7a mais pr\u00f3xima do humano. A linguagem encontra-se por toda parte. N\u00e3o \u00e9, portanto, de admirar que, t\u00e3o logo o homem fa\u00e7a uma ideia do que se acha ao seu redor, ele encontre imediatamente tamb\u00e9m a linguagem, de maneira a determin\u00e1-la numa perspectiva condizente com o que a partir dela se mostra. O pensamento busca elaborar uma representa\u00e7\u00e3o universal da linguagem. O universal, o que vale para toda e qualquer coisa, chama-se ess\u00eancia. Prevalece a opini\u00e3o de que o tra\u00e7o fundamental do pensamento \u00e9 representar de maneira universal o que possui validade universal. Lidar, de maneira pensante, com a linguagem significaria, nesse sentido: fornecer uma representa\u00e7\u00e3o da ess\u00eancia da linguagem, distinguindo-a com pertin\u00eancia de outras representa\u00e7\u00f5es. A presente confer\u00eancia parece pretender a mesma coisa. O t\u00edtulo da confer\u00eancia n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, &#8220;sobre a ess\u00eancia da linguagem&#8221;. \u00c9 simplesmente &#8211; &#8220;a linguagem&#8221;. Dizemos &#8220;simplesmente&#8221; e, com isso, acabamos apresentando um t\u00edtulo ainda mais pretensioso do que dizer com simplicidade que se trata de discutir alguns aspectos da linguagem. Pois falar da linguagem talvez seja ainda pior do que escrever sobre o sil\u00eancio. N\u00e3o queremos assaltar a linguagem para obrig\u00e1-la a cair nas presas de representa\u00e7\u00f5es j\u00e1 prontas e acabadas. N\u00e3o queremos alcan\u00e7ar um conceito da ess\u00eancia da linguagem capaz de propiciar uma concep\u00e7\u00e3o da linguagem a ser usada por toda parte e, assim, satisfazer todo esfor\u00e7o de representa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:14px\">(HEIDEGGER, Martin.\u00a0<strong>A caminho da linguagem<\/strong>.\u00a0Petr\u00f3polis, RJ: Vozes; Bragan\u00e7a Paulista, SP: Editora S\u00e3o Francisco, 2003).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:18px\"><strong>FICHA T\u00c9CNICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:18px\"><strong>Coordena\u00e7\u00e3o Executiva<\/strong><br><br>Prof. Dr. M\u00e1rcio Santana \/ CDPH<br><br><strong>Coordena\u00e7\u00e3o Cultural \/ Cient\u00edfica<\/strong><br><br>Prof.\u00aa Dr.\u00aa Valdirene F. Zorzo Veloso \/ Labl\u00ednguas<br><br><strong>Pesquisa<\/strong><br><br>Equipe do Laborat\u00f3rio de L\u00ednguas &#8211; Labl\u00ednguas<br><br><strong>Assessoria<\/strong><br><br>Edson Holtz \/ CDPH<br>Laureci Cardoso \/ CDPH<br>Leila Fernandes \/ CDPH<br>Reinaldo Gabriel \/ CDPH<br><br><strong>Organiza\u00e7\u00e3o e Montagem<\/strong><br><br>Bruno Natan \/ CDPH<br>Felipe Neto \/ CDPH<br>Jo\u00e3o Cabral \/ CDPH<br>Rodolfo Vieira \/ CDPH<br>Rodrigo Louren\u00e7o \/ CDPH<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:18px\"><strong>PROMO\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:18px\">Laborat\u00f3rio de L\u00ednguas &#8211; Labl\u00ednguas<br>Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Pesquisa Hist\u00f3rica &#8211; CDPH<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o &#8211; &#8220;40 ANOS DO LABL\u00cdNGUAS&#8221; De 15 a 30\/09\/2014 &#8220;O homem fala. 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