{"id":1376,"date":"2023-11-27T09:03:34","date_gmt":"2023-11-27T12:03:34","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/lesfem\/?p=1376"},"modified":"2023-11-27T09:03:35","modified_gmt":"2023-11-27T12:03:35","slug":"foz-do-iguacu-registra-aumento-nos-casos-de-feminicidio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/lesfem\/foz-do-iguacu-registra-aumento-nos-casos-de-feminicidio\/","title":{"rendered":"Foz do Igua\u00e7u registra aumento nos casos de feminic\u00eddio"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>GDia &#8211;<a href=\"https:\/\/gdia.com.br\/geral\/foz-do-iguacu-registra-aumento-nos-casos-de-feminicidio\/\">\u00a017 de novembro de 2023<\/a>\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/gdia.com.br\/author\/redacao-1\/\">Reda\u00e7\u00e3o 1<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"445\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/lesfem\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image-11.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1377\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/lesfem\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image-11.png 800w, https:\/\/sites.uel.br\/lesfem\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image-11-300x167.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/lesfem\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image-11-768x427.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Um triste \u00edndice faz parte do cen\u00e1rio de Foz do Igua\u00e7u: o feminic\u00eddio. Neste ano a fronteira registrou um aumento preocupante no n\u00famero de crimes, sendo que a maioria ocorreu em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito pela Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Paran\u00e1 (Sesp) mostra que de janeiro a outubro seis mulheres foram mortas em situa\u00e7\u00f5es de \u00f3dio, desprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. As v\u00edtimas tinham idades entre 22 e 41 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No comparativo com o ano passado, as ocorr\u00eancias dobraram. Em 2022, as autoridades locais atenderam a tr\u00eas crimes em diferentes regi\u00f5es. Dos casos com maior repercuss\u00e3o neste ano, destacam-se dois registrados em abril, sendo um deles no bairro Vila Yolanda. Na ocasi\u00e3o, uma mulher, de 44 anos, foi morta a tiros pelo ent\u00e3o companheiro, de 49 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de disparar contra a v\u00edtima o suspeito atirou contra a pr\u00f3pria cabe\u00e7a. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. O crime teria ocorrido durante uma discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no mesmo m\u00eas, um crime ainda mais brutal chocou a cidade. Uma jovem, de 29 anos, foi executada a tiros e teve o corpo esquartejado. Os restos mortais foram enterrados em uma \u00e1rea de mata na regi\u00e3o do bairro Cidade Nova. O autor do feminic\u00eddio era namorado da v\u00edtima e acabou morto em um confronto com a Pol\u00edcia Civil, na cidade de Jaguaruna, em Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dois suspeitos tamb\u00e9m foram mortos em ocorr\u00eancias distintas. Dois foram presos em a\u00e7\u00f5es policiais e um encontra-se foragido. Os acusados t\u00eam idades entre 30 e 50 anos e todos possu\u00edam algum tipo de relacionamento com as v\u00edtimas. Este fato evidencia a import\u00e2ncia em buscar por ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Pol\u00edcia Civil, nenhuma das seis mulheres mortas neste ano em Foz possu\u00eda medida protetiva contra os suspeitos. Uma das v\u00edtimas chegou a registrar um Boletim de Ocorr\u00eancia por viol\u00eancia, mas n\u00e3o deu continuidade ao processo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, a Sesp j\u00e1 contabilizou quase sete mil Boletins de Ocorr\u00eancia de viol\u00eancia contra a mulher em Foz. Destes casos, mais de dois mil ocorreram no ambiente familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros apontam uma m\u00e9dia de mais de 600 ocorr\u00eancias por m\u00eas e pelo menos 23 den\u00fancias por dia. No panorama est\u00e3o agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais, ofensas, ass\u00e9dio moral e sexual, tortura psicol\u00f3gica, extors\u00e3o financeira e, em casos ainda mais graves, feminic\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em qualquer situa\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito em que se encontrar, a v\u00edtima pode e deve procurar aux\u00edlio. Para realizar uma den\u00fancia de viol\u00eancia contra a mulher, seja ela dom\u00e9stica ou n\u00e3o, basta entrar em contato pelo n\u00famero 153 da Patrulha Maria da Penha e solicitar ajuda. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel acionar as autoridades pelo 180.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preocupante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, organizado pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, indica que, em 2022, 77 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio no Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada pelo Laborat\u00f3rio de Estudos de Feminic\u00eddios (LESFEM), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), vai ao encontro dos dados acima. No primeiro semestre de 2023, 62 mulheres foram v\u00edtimas de feminic\u00eddio no Estado, colocando o Paran\u00e1 em 3\u00b0 lugar no ranking nacional da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crimes atingem majoritariamente mulheres entre 25 e 36 anos. Ao contr\u00e1rio do que se acredita popularmente, de que o agressor geralmente \u00e9 algu\u00e9m desconhecido, que surgir\u00e1 em um beco escuro, ambas as pesquisas mostram que na maioria dos casos, 56,4%, segundo o relat\u00f3rio do Lesfem, aconteceram em uma resid\u00eancia, sendo a maioria na casa da v\u00edtima. A preval\u00eancia dos casos na resid\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 maior entre as mulheres negras (56,6%) do que entre as brancas (45%).<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Da reda\u00e7\u00e3o \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GDia &#8211;\u00a017 de novembro de 2023\u00a0\u00a0Reda\u00e7\u00e3o 1 Um triste \u00edndice faz parte do cen\u00e1rio de Foz do Igua\u00e7u: o feminic\u00eddio. Neste ano a fronteira registrou um aumento preocupante no n\u00famero de crimes, sendo que a maioria ocorreu em contexto de viol\u00eancia dom\u00e9stica. 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