{"id":622,"date":"2024-07-22T14:39:50","date_gmt":"2024-07-22T17:39:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/?p=622"},"modified":"2024-07-22T14:41:36","modified_gmt":"2024-07-22T17:41:36","slug":"uel-licencia-tecnologia-inedita-para-producao-de-biodefensivo-agricola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/sem-categoria-pt\/2024\/07\/22\/uel-licencia-tecnologia-inedita-para-producao-de-biodefensivo-agricola\/","title":{"rendered":"UEL licencia tecnologia in\u00e9dita para produ\u00e7\u00e3o de Biodefensivo agr\u00edcola"},"content":{"rendered":"\n<p>A UEL assinou um contrato de licen\u00e7a, fornecimento de tecnologia e de material biol\u00f3gico com a Simbiose Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio de Fertilizantes e Insumos Microbiol\u00f3gicos para o desenvolvimento de um novo biodefensivo agr\u00edcola \u00e0 base de&nbsp;<em>Bacillus velezensis.&nbsp;<\/em>O acordo foi aprovado pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o (CA), em julho passado, e finaliza um processo iniciado h\u00e1 cinco anos desde as primeiras pesquisas desenvolvidas no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/groups\/142032962915580\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laborat\u00f3rio de Biotecnologia Microbiana (LABIM)<\/a>&nbsp;do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (CCB).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Bacillus velezensis&nbsp;<\/em>linhagem CMRP4489 \u00e9 um princ\u00edpio ativo, um produto microbiol\u00f3gico bastante eficiente para o controle de doen\u00e7as de plantas como soja e milho. A linhagem foi isolada e desenvolvida pelo grupo de pesquisa do LABIM, coordenado pelo professor Admilton Gon\u00e7alves de Oliveira Junior, do Departamento de Microbiologia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/operobal.uel.br\/wp-content\/webp-express\/webp-images\/doc-root\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/labim-bio3-1024x682.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-21423\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisas para o desenvolvimento do biodefensivo foram desenvolvidas pelo professor e pesquisador , Admilton Gon\u00e7alves de Oliveira Junior, do Departamento de Microbiologia, no Laborat\u00f3rio de Biotecnologia Microbiiana (LABIM), no Campus Universit\u00e1rio.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores isolaram a bact\u00e9ria e conseguiram comprovar a efici\u00eancia do material, a ponto de justificar um novo produto para o combate biol\u00f3gico de doen\u00e7as f\u00fangicas. Os ensaios em laborat\u00f3rio demonstraram que o novo produto tem grande efici\u00eancia obtendo mais de 90% de controle em doen\u00e7as como o mofo branco e acima de 80% na ferrugem da soja.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA nossa bact\u00e9ria apresenta efeito de controle melhor que os produtos existentes\u201d, testemunha o pesquisador. Al\u00e9m da efici\u00eancia no combate a doen\u00e7as, o produto apresentou resist\u00eancia ao calor, por isso n\u00e3o precisa ser acondicionado em temperaturas controladas. Como consequ\u00eancia, o produto tem longa dura\u00e7\u00e3o, podendo ser armazenado por at\u00e9 24 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras caracter\u00edsticas importantes, de acordo com o pesquisador, est\u00e3o ligadas ao alto potencial de coloniza\u00e7\u00e3o da raiz da planta. Os testes demonstraram que o biofungicida formulado com&nbsp;<em>Bacillus velezensis<\/em>&nbsp;linhagem CMRP4489 forma uma capa de prote\u00e7\u00e3o, que auxilia no combate a doen\u00e7as. Os ensaios em laborat\u00f3rios tamb\u00e9m indicam o potencial do produto em tornar as plantas mais resistentes \u00e0s doen\u00e7as f\u00fangicas, \u201c\u00c9 como se fosse uma vacina, criando-se ent\u00e3o o fen\u00f4meno da resist\u00eancia induzida nas plantas\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/operobal.uel.br\/wp-content\/webp-express\/webp-images\/doc-root\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/labim-5-1024x682.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-21426\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Atuam no LABIM, do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicos (CCB), alunos de programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, mestrandos e doutorandos da UEL.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Investimento<\/strong>&nbsp;\u2013 O professor explica que os estudos tiveram in\u00edcio em 2016, quando a empresa Simbiose Agro procurou o LABIM para o desenvolvimento de estudos de uma nova bact\u00e9ria para desenvolver um novo biodefensivo. O pesquisador conta que a empresa investiu na compra de equipamentos e de insumos para o Laborat\u00f3rio. Durante o desenvolvimento da tecnologia, v\u00e1rios colaboradores passaram pelo projeto, incluindo o desenvolvimento de recursos humanos diretamente relacionado a esta tecnologia como exemplo a Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado em Microbiologia da estudante Julia Pezarini Baptista e Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado e Tese de Doutorado da aluna Maria Luiza Abreu de Jesus.<\/p>\n\n\n\n<p>A parceria previa as pesquisas em Laborat\u00f3rio e o repasse de material para os testes em escala, no campo. \u201cA empresa acreditou na ci\u00eancia. Investiu na pesquisa dentro da Universidade, assumindo a responsabilidade com o escalonamento\u201d, elogiou o professor.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as ao investimento, hoje o LABIM realiza estudos em tr\u00eas frentes para desenvolvimento de produtos para o setor de biol\u00f3gicos \u2013 microbiologia aplicada e bioprocessos para aplica\u00e7\u00f5es industriais; gen\u00f4mica e bioinform\u00e1tica e purifica\u00e7\u00e3o de produtos biotecnol\u00f3gicos. Integram atualmente a equipe de pesquisa aplicada do LABIM quatro doutorandos (Rosiana Bert\u00ea, Larissa de Medeiros Chagas, Maria Luiza Abreu de Jesus e Gustavo Manoel Teixeira). E outros cinco mestrandos \u2013 Alicya Martins Bertoli, Amanda Bordignon Paes, Jo\u00e3o Paulo de Oliveira, Daniel Vieira da Silva e Guilherme Gon\u00e7alves de Godoy, al\u00e9m de quatro estudantes de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (IC) \u2013 Alex Rodrigues Lopes, Isabela Campidelli Ferreira, Priscila Tiemi Nakada e Rafael Garcia Beluce Siqueira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transfer\u00eancia de tecnologia e&nbsp;<em>know how<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O diretor da Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (Aintec) da UEL, professor Edson Miura, explicou que a parceria estabelecida entre a Universidade e a Simbiose Agro representa o terceiro contrato de transfer\u00eancia de tecnologia e o primeiro de transfer\u00eancia de know how relacionado a uma tecnologia biol\u00f3gica. A Aintec atuou em todas as etapas, da negocia\u00e7\u00e3o \u00e0 assinatura do contrato, garantindo que o processo cumprisse os tr\u00e2mites internos e legais.<\/p>\n\n\n\n<p>O aporte realizado pela empresa para o custeio da pesquisa foi formalizado atrav\u00e9s de uma coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, com a interven\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o de Apoio (FAUEL), para gest\u00e3o dos recursos. \u201cA Universidade j\u00e1 formalizou outras coopera\u00e7\u00f5es com o setor produtivo, que ainda est\u00e3o em andamento, para o desenvolvimento de novas tecnologias e posterior licenciamento para a cooperadora, a fim de que a tecnologia chegue \u00e0 sociedade\u201d, enfatiza o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos aspectos legais, o diretor explica que a parceria com o setor produtivo por meio de coopera\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e transfer\u00eancia de tecnologia s\u00e3o previstos pela Lei de Inova\u00e7\u00e3o Federal, bem como pela nova Lei de Inova\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1, promulgada este ano. Al\u00e9m disso, a FAUEL tamb\u00e9m ir\u00e1 atuar na gest\u00e3o dos recursos obtidos atrav\u00e9s deste contrato. Tal rela\u00e7\u00e3o \u00e9 prevista tanto pelas as Leis de Inova\u00e7\u00e3o, quanto pela Lei das Funda\u00e7\u00f5es de Apoio do Estado do Paran\u00e1, tamb\u00e9m promulgada este ano. \u201cEssas legisla\u00e7\u00f5es nos d\u00e3o seguran\u00e7a jur\u00eddica para formalizar a\u00e7\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o entre a Universidade e as empresas relacionadas \u00e0 pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o\u201d, considera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00fastria<\/strong>&nbsp;\u2013 o Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, Artur Soares, explica que o produto est\u00e1 em fase final de registro no Minist\u00e9rio da Agricultura (MAPA), com previs\u00e3o de lan\u00e7amento comercial no pr\u00f3ximo ano. Os ensaios em campo tamb\u00e9m demonstraram bons resultados com \u00edndices acima de 70% de resist\u00eancia \u00e0 mancha branca e ferrugem. Ele explica que o Biofungicida dever\u00e1 ser registrado para diferentes fungos patog\u00eanicos que atacam a cultura da soja e do milho<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a parceria feita com a UEL, visando a produ\u00e7\u00e3o do biodefensivo \u00e0 base de Bacillus velezensis linhagem CMRP4489, o gerente afirmou que a proximidade se deu em fun\u00e7\u00e3o do coordenador do LABIM, o professor Admilton de Oliveira. Tamb\u00e9m pesaram na decis\u00e3o a infraestrutura e credibilidade da Universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Simbiose Agro \u00e9 a maior produtora de insumos microbiol\u00f3gicos do Brasil, com sede em Fazenda Rio Grande (PR) e Cruz Alta (RS) e distribuidoras em todo o pa\u00eds. A empresa det\u00e9m o maior portf\u00f3lio de produtos do g\u00eanero, com 15 biodefensivos registrados no MAPA, fora os inoculantes e fertilizantes. O foco da empresa est\u00e1 ligado \u00e0 agricultura moderna, chamada 4.0, que busca desenvolver uma produ\u00e7\u00e3o mais limpa, preocupada com a conserva\u00e7\u00e3o ambiental e sem perder a produtividade. \u201c\u00c9 uma agricultura considerada mais verde, com tetos produtivos elevados e redu\u00e7\u00e3o do uso de defensivos convencionais\u201d, define o gerente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/operobal.uel.br\/pesquisas\/2021\/08\/13\/uel-licencia-tecnologia-inedita-biodefensivo-agricola\/\">UEL licencia tecnologia in\u00e9dita para produ\u00e7\u00e3o de Biodefensivo agr\u00edcola &#8211; O Perobal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A UEL assinou um contrato de licen\u00e7a, fornecimento de tecnologia e de material biol\u00f3gico com a Simbiose Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio de Fertilizantes e Insumos Microbiol\u00f3gicos para o desenvolvimento de um novo biodefensivo agr\u00edcola \u00e0 base de&nbsp;Bacillus velezensis.&nbsp;O acordo foi aprovado pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o (CA), em julho passado, e finaliza um processo iniciado h\u00e1 cinco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":623,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-622","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria-pt"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=622"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/622\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":624,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/622\/revisions\/624"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/media\/623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}