{"id":501,"date":"2024-07-18T22:00:03","date_gmt":"2024-07-19T01:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/?p=501"},"modified":"2024-07-21T23:32:27","modified_gmt":"2024-07-22T02:32:27","slug":"laboratorio-de-biotecnologia-microbiana-faz-pre-lancamento-de-biofungicida-no-show-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/labim\/sem-categoria-pt\/2024\/07\/18\/laboratorio-de-biotecnologia-microbiana-faz-pre-lancamento-de-biofungicida-no-show-rural\/","title":{"rendered":"Parceria entre UEL e UENP desenvolver\u00e1 biofungicida para combate \u00e0 ferrugem asi\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p>Termo de coopera\u00e7\u00e3o oficializado nesta quinta-feira (2) entre a UEL e a Universidade Estadual do Norte do Paran\u00e1 (UENP) vai desenvolver em escala um biofungicida microbiano para controle da ferrugem asi\u00e1tica na soja. A doen\u00e7a \u00e9 considerada a de maior impacto na cultura do gr\u00e3o, presente em todas as regi\u00f5es produtoras do pa\u00eds. Se n\u00e3o controlada, a ferrugem asi\u00e1tica pode causar perdas de 30 a 90% da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A parceria cient\u00edfica envolve ainda a empresa Leaf Agroci\u00eancia, que atua no mercado do agro com foco em inova\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas. A assinatura do termo foi realizada na manh\u00e3 desta quinta, na Sala dos Conselhos da UEL, com a presen\u00e7a dos reitores das duas universidades, de representantes da startup envolvida na pesquisa e do Superintendente de Ensino Superior, Ci\u00eancia e Tecnologia, Aldo Bona.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da parceria \u00e9 desenvolver produtos biol\u00f3gicos que utilizem microrganismos para prevenir pragas e doen\u00e7as em planta\u00e7\u00f5es, os chamados Bioinsumos. Embora o foco da pesquisa seja a ferrugem da soja, pesquisadores da UEL e UENP estimam que o biofungicida poder\u00e1 ser eficiente em outras culturas. A expectativa \u00e9 desenvolver dois produtos inicialmente, visando o combate biol\u00f3gico de fungos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo acordo oficializado nesta quinta-feira, dever\u00e3o ser investidos na pr\u00f3xima fase da pesquisa recursos da ordem de R$ 590 mil, sendo R$ 263,6 mil por meio do Fundo Paran\u00e1 \u2013 dota\u00e7\u00e3o de fomento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica, administrada pela Superintend\u00eancia Geral de Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Desse montante, R$ 159,6 mil ser\u00e3o destinados a investimentos e R$ 104 mil para despesas de custeio. O valor restante ser\u00e1 aportado pela empresa parceira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/operobal.uel.br\/wp-content\/webp-express\/webp-images\/doc-root\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/BEE_4704-1024x682.jpg.webp\" alt=\"Parceria Laborat\u00f3rio de Microbiologia\" class=\"wp-image-40592\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reitora F\u00e1tima Paduan (UENP), Reitor Sergio Carvalho (UEL) e o Superintendente de Ci\u00eancia e Tecnologia do Paran\u00e1, Aldo Bona assinaram a parceria.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Testes em escala<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O termo de coopera\u00e7\u00e3o vai proporcionar o teste da efici\u00eancia do novo biofungicida microbiano em escala, TRL (sigla em ingl\u00eas para a express\u00e3o&nbsp;<em>Technology Readiness Level<\/em>&nbsp;ou N\u00edvel de Maturidade Tecnol\u00f3gica). O produto foi desenvolvido pela professora Mayra Costa da Cruz Gallo de Carvalho, do Centro de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UENP. O projeto de pesquisa foi finalista do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) de 2021 e obteve carta patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), assegurando a propriedade intelectual para a institui\u00e7\u00e3o de ensino superior paranaense.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a professora Mayra, a maioria dos ativos biol\u00f3gicos \u00e9 de baixa toxicidade e age para eliminar pragas nas planta\u00e7\u00f5es, diminuindo a depend\u00eancia de produtos qu\u00edmicos sint\u00e9ticos, altamente t\u00f3xicos. \u201cA pesquisa pretende identificar biomol\u00e9culas ativas, a partir de ensaios laboratoriais, que envolvem diferentes escalas e condi\u00e7\u00f5es, para possibilitar a prototipagem do fungicida microbiano, que poder\u00e1 ser usado no desenvolvimento de biodefensivos\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m chamado de biodefensivo de segunda gera\u00e7\u00e3o, o biofungicida microbiano proposto para combater a doen\u00e7a que prejudica a cultura da soja ser\u00e1 testado no controle de outros fungos causadores de doen\u00e7as de interesse agron\u00f4mico para o setor de hortifr\u00fati (frutas e verduras). Os prot\u00f3tipos biol\u00f3gicos e bioqu\u00edmicos ser\u00e3o testados nas fazendas escolas da UENP e da UEL e em propriedades rurais de Londrina e Bandeirantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Admilton Gon\u00e7alves de Oliveira, do Departamento de Microbiologia da UEL, a expectativa \u00e9 produzir tecnologia patente\u00e1vel, com possibilidade de licenciamento. \u201cNa atividade agr\u00edcola, os produtos biol\u00f3gicos s\u00e3o alternativas complementares para o manejo integrado e em algumas situa\u00e7\u00f5es podem substituir por completo os defensivos qu\u00edmicos sint\u00e9ticos\u201d, salientou.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de pesquisa da UEL atua no desenvolvimento de produtos biol\u00f3gicos de primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o. Admilton refor\u00e7a que h\u00e1 espa\u00e7o para o desenvolvimento de produtos biol\u00f3gicos de primeira gera\u00e7\u00e3o para o controle de pragas, considerando \u201ca estabilidade gen\u00e9tica de novas linhagens dos meios naturais, notadamente outros organismos vivos, entre diferentes caracter\u00edsticas importantes e necess\u00e1rias para os biodefensivos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/operobal.uel.br\/wp-content\/webp-express\/webp-images\/doc-root\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/fotomaria1-1024x683.jpg.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-40589\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Doutoranda Maria Nicoletto monitora desenvolvimento de organismos para produ\u00e7\u00e3o de Bioinsumos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Repercuss\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O superintendente de Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacou a import\u00e2ncia dessa inova\u00e7\u00e3o de origem microbiol\u00f3gica para o agroneg\u00f3cio, segmento estrat\u00e9gico para o Brasil e o Paran\u00e1. \u201cOs resultados devem impactar as atividades de produtores nacionais de soja, de forma ambientalmente mais sustent\u00e1vel, com potencial de exporta\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para outros pa\u00edses que tamb\u00e9m enfrentam problemas relacionados \u00e0 ferrugem asi\u00e1tica\u201d, afirmou. O superintendente lembrou que o projeto de pesquisa participou do Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) do ano passado, com bons resultados. O Prime busca promover a inova\u00e7\u00e3o produzida nas universidades paranaenses, visando aproxima\u00e7\u00e3o com o mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o reitor da UEL, S\u00e9rgio de Carvalho, projetos de inova\u00e7\u00e3o que se tornam&nbsp;<em>royalties<\/em>&nbsp;retornam em forma de benef\u00edcios para a sociedade. Ele ressaltou que a UEL em breve dever\u00e1 aprovar um relat\u00f3rio produzido por um grupo de pesquisadores para implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica de Inova\u00e7\u00e3o, aprovada no ano passado pelo Conselho Universit\u00e1rio. O documento dever\u00e1 passar por an\u00e1lise jur\u00eddica antes de seguir para aprova\u00e7\u00e3o pelos Conselhos Superiores. A Pol\u00edtica de Inova\u00e7\u00e3o da UEL dever\u00e1 ajudar os pesquisadores em demandas fundamentais como Licenciamento de Tecnologia e Parcerias P\u00fablico Privadas, a partir da cria\u00e7\u00e3o de mecanismos internos, devidamente regulamentados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a reitora da UENP, F\u00e1tima Paduan, agradeceu \u00e0&nbsp;<em>startup&nbsp;<\/em>Leaf por confiar nas universidades p\u00fablicas e apoiar as institui\u00e7\u00f5es para levar o conhecimento gerado para al\u00e9m dos muros. Ela lembrou que biofungicida microbiano para controle da ferrugem asi\u00e1tica representa a primeira patente verde da Institui\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 um momento muito significativo para n\u00f3s que temos cursos s\u00f3lidos, mas fazemos parte de uma universidade que tem apenas 15 anos\u201d, comemorou a reitora.<\/p>\n\n\n\n<p>(Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da SETI)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Termo de coopera\u00e7\u00e3o oficializado nesta quinta-feira (2) entre a UEL e a Universidade Estadual do Norte do Paran\u00e1 (UENP) vai desenvolver em escala um biofungicida microbiano para controle da ferrugem asi\u00e1tica na soja. A doen\u00e7a \u00e9 considerada a de maior impacto na cultura do gr\u00e3o, presente em todas as regi\u00f5es produtoras do pa\u00eds. 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