História
De laboratório de pesquisa a referência nacional em biotecnologia aplicada
O LABIM foi fundado em setembro de 2016 pelo Prof. Dr. Admilton Gonçalves de Oliveira Junior, no Departamento de Microbiologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Sua criação não partiu de um projeto incremental — foi uma ruptura de modelo. Desde a concepção, o laboratório foi desenhado para operar no Quadrante de Pasteur: pesquisa de fronteira orientada por aplicação, com conexão direta com a indústria.
O ponto de partida foi a biodiversidade microbiana brasileira. Enquanto outros laboratórios bioprospectavam para publicar, o LABIM bioprospectava para desenvolver. Fungos e bactérias isolados de diferentes ecossistemas nacionais foram triados, caracterizados genomicamente e testados quanto ao seu potencial como agentes de controle biológico — com olho no mercado de bioinsumos que então ainda engatinhava no Brasil.
Em 2017, menos de um ano após a fundação, o primeiro contrato de P&D foi assinado com a Simbiose Agro. Era o início de um modelo que se tornaria marca registrada do LABIM: parcerias estruturadas com empresas do setor agrícola, compartilhando risco tecnológico e acelerando o ciclo da descoberta à prateleira.
O crescimento foi consistente. O laboratório montou infraestrutura de bioprospecção, biologia molecular, bioinformática, bioprocessos e formulação — capacidade integrada de desenvolvimento até TRL 6, rara no ambiente universitário brasileiro. Em 2021, a planta piloto industrial de bioprocessos foi instalada, consolidando a capacidade de prototipar em escala pré-industrial dentro da própria UEL.
Nesse mesmo ano, o primeiro licenciamento foi concretizado: o biofungicida FrontierControl®, baseado em Bacillus velezensis LABIM40, foi licenciado exclusivamente para a Simbiose Agro. Em 2023, o produto chegou ao mercado e foi aplicado em mais de 4 milhões de hectares — com royalties revertidos à universidade.
Em 2022, a tecnologia DEMETER recebeu Patente Verde do INPI, reconhecendo seu potencial de impacto ambiental. Em 2025, o segundo licenciamento foi assinado: o biofungicida SferaVeles, licenciado para a Vitales do Brasil, com comercialização prevista para a safra 2026/2027. Negociações avançadas com a FMC para licenciamento do DEMETER sinalizam o terceiro produto caminhando para o mercado.
Paralelamente, o LABIM tornou-se celeiro de empreendedores. Dois spin-offs emergiram diretamente do seu ecossistema: a Bio3 P&D em Bioinsumos e a RNA Bio, esta última incubada na INTUEL em 2025 com foco em tecnologia RNAi para controle de pragas de nova geração.
Hoje, quase dez anos após sua fundação, o LABIM reúne mais de 21 pesquisadores ativos, acumula 7 depósitos de patente, 4 patentes concedidas e mais de 96 artigos publicados em periódicos indexados.
Mais do que isso: formou uma geração de pesquisadores-empreendedores que já atuam no mercado de biotecnologia.