{"id":998,"date":"2025-02-07T18:46:25","date_gmt":"2025-02-07T21:46:25","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=998"},"modified":"2025-02-07T18:46:26","modified_gmt":"2025-02-07T21:46:26","slug":"em-agosto-nao-nos-vimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/literatura\/2025\/02\/07\/em-agosto-nao-nos-vimos\/","title":{"rendered":"Em agosto n\u00e3o nos vimos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1013\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_5df23f55-1024x1013.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-999\" style=\"width:1053px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_5df23f55-1024x1013.jpg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_5df23f55-300x297.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_5df23f55-768x759.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_5df23f55.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u00a0\u201cEste livro n\u00e3o presta. Tem que ser destru\u00eddo\u201d, disse Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez. <em>Mesmo assim o leitor \u00e9 engolido pela \u00e2nsia de encontrar o mestre do realismo m\u00e1gico, tateando a hist\u00f3ria da protagonista, em aventuras picantes pelos hot\u00e9is de uma ilha caribenha, todo m\u00eas de agosto. S\u00f3 no Brasil, pela Record, o romance j\u00e1 alcan\u00e7ou 20.139 c\u00f3pias e est\u00e1 na lista dos dez livros de fic\u00e7\u00e3o mais vendidos.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><em> Por Ci\u00e7a Guirado e B\u00e1rbara Borowski<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Dia 16 de agosto, Ana Magdalena Bach pegou a barca para a ilha onde est\u00e1 enterrada sua m\u00e3e. Sempre, neste dia sagrado, levava flores e l\u00e1 desabafava sobre a vida.<br>Mas, aventuras sensuais v\u00e3o fazendo as viagens mais motivadas&#8230;Um roteiro, que parece simples, ganharia for\u00e7a e magia com a escrita arquitetada por Garc\u00eda M\u00e1rquez. Como em outras hist\u00f3rias caribenhas, ele criaria nuances sinuosas, reviravoltas, perip\u00e9cias e suspenses&#8230; Mas n\u00e3o \u00e9 assim o romance.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Autorizado pelos filhos Rodrigo e Gonzalo, foi lan\u00e7ado dia 6 de mar\u00e7o de 2024, pela Random House, com edi\u00e7\u00e3o final do espanhol Crist\u00f3bal Pera. No Brasil, com \u00a0tradu\u00e7\u00e3o de Eric Nepomuceno, saiu pela Editora Record. Todavia, esse texto n\u00e3o caiu no gosto do autor, mesmo depois da quinta vers\u00e3o. Em seus \u00faltimos anos de vida, avisou: \u201cEste livro n\u00e3o presta. Tem que ser destru\u00eddo\u201d.<br><br>Garc\u00eda M\u00e1rquez partiu em 2014. Toda a sua biblioteca, textos datilografados, manuscritos e outros pap\u00e9is &#8211; que registraram seu processo de cria\u00e7\u00e3o &#8211; foram vendidos para a Universidade do Texas, em Austin, nos EUA. L\u00e1 encontraram fragmentos e notas desse texto in\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1022\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_eeae7f0f-1022x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1000\" style=\"width:1048px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_eeae7f0f-1022x1024.jpg 1022w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_eeae7f0f-300x300.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_eeae7f0f-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_eeae7f0f-768x769.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.07_eeae7f0f.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1022px) 100vw, 1022px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Todo m\u00eas de agosto, Ana Magdalena Bach, em viagem nada misteriosa, visita o t\u00famulo da m\u00e3e, numa ilha caribenha. Garc\u00eda M\u00e1rquez descreve o caminho, pelo mesmo rio Magdalena, que em 1950, atravessou com sua m\u00e3e para vender a casa dos av\u00f3s, em Aracataca. No barco, aos 17 anos, relia \u201cLuz em agosto\u201d, de William Faulkner: \u201cque era entonces el m\u00e1s fiel de mis dem\u00f3nios tutelares\u201d, confessou em \u201cVivir para contar\u201d (GGM, 2002, p.13).<\/p>\n\n\n\n<p>Desde que \u201cEm agosto nos vemos\u201d foi anunciado, em 2023, pairava no ar uma ang\u00fastia. Um livro p\u00f3stumo, n\u00e3o autorizado. Muitos amantes do grande Gabo tinham medo de ler. Receio de n\u00e3o encontrar o autor. De fato, os coment\u00e1rios realizados aqui sobre a obra n\u00e3o se dirigem ao grande Gabo, mas ao livro que ele n\u00e3o gostou de ter escrito.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo, em princ\u00edpio parecia aludir ao cl\u00e1ssico \u201cLuz em agosto\u201d, de William Faulkner. Inseguro pela aus\u00eancia de mem\u00f3ria, talvez Gabo tentasse retornar ao mestre e ao modelo que havia seguido em suas primeiras fic\u00e7\u00f5es: &#8220;La hojarasca&#8221; (1955), &#8220;El coronel no tiene quien le escriba&#8221; (1961), &#8220;La mala hora&#8221; (1962), &#8220;Los funerales de la mam\u00e1 grande&#8221; (1962). Ainda em &#8220;Cien a\u00f1os de soledad&#8221; (1967) existem resqu\u00edcios da influ\u00eancia faulkneriana na arquitetura do roteiro, que transformou Yoknapatawpha (o condado fict\u00edcio de \u201cSartoris\u201d) em Macondo, e as conflituosas hist\u00f3rias de coloniza\u00e7\u00e3o nos EUA, transportadas para a Col\u00f4mbia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLuz em agosto\u201d \u00e9 protagonizada pela jovem Lena Grove. Mas, v\u00e1rias hist\u00f3rias atravessam personagens densos. Gr\u00e1vida e vitimizada, a mo\u00e7a perambula em agosto de d\u00e9u em d\u00e9u, de carona em carona, em busca do pai da crian\u00e7a. N\u00e3o tem nada que ver com Ana Magdalena Bach. Mulher madura de 46 anos, latino-americana cheia de tes\u00e3o pela vida e que, ao buscar fantasias sensuais, reelabora sua trajet\u00f3ria de esposa e m\u00e3e cansada do cotidiano enfadonho. Os outros personagens de \u201cEm agosto nos vemos\u201d n\u00e3o tecem destinos. N\u00e3o h\u00e1 suspense, encantamento. A polifonia aprendida com Faulkner n\u00e3o estava mais \u00e0 m\u00e3o de semear.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1014\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.08_11242be9-1024x1014.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1001\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.08_11242be9-1024x1014.jpg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.08_11242be9-300x297.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.08_11242be9-150x150.jpg 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.08_11242be9-768x761.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-02-07-as-18.35.08_11242be9.jpg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cO mar era um remanso de ouro debaixo do sol da tarde\u201d, assim Ana Magdalena Bach se despede do \u00faltimo agosto. Do romance \u201cEm agosto nos vemos\u201d restam sombras de Garc\u00eda M\u00e1rquez recuperadas por outras m\u00e3os. N\u00e3o se sabe das trocas de palavras, ou sobreposi\u00e7\u00f5es de emendas e acrescentos ao texto, editado por Cristobal Pera, baseado na quinta vers\u00e3o, deixada pelo autor, em julho de 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>Por vezes, \u00e9 constrangedor espreitar Garc\u00eda M\u00e1rquez, em algum esconderijo da escritura, clamando pelo l\u00e1pis vermelho de Clemente Manuel Zabala, que lhe corrigia os primeiros textos, em 1948, no jornal \u201cEl Universal\u201d, de Cartagena. O ritmo do romance n\u00e3o sabe a \u201cvallenato\u201d. A escrita parece ir em linha reta, sem disson\u00e2ncias de Bela Bartok, sem batidas roqueiras dos meninos de Liverpool &#8211; sonoridades que acompanhavam Gabo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mostrar os bastidores do texto n\u00e3o \u00e9 o prop\u00f3sito deste \u201cEm agosto nos vemos\u201d, \u201cpor supuesto\u201d, apesar de seu editor evidenciar alguns pontos hist\u00f3ricos no anexo \u201cNota da edi\u00e7\u00e3o original\u201d. Espera-se que em algum futuro poss\u00edvel, um geneticista (especialista em Cr\u00edtica Gen\u00e9tica) recupere n\u00e3o s\u00f3 as emendas das quatro primeiras vers\u00f5es, assim como informe, em largas notas de rodap\u00e9, sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, \u00e0s voltas com esse tema entre 1999 e 2004. Com certeza, de algum lugar, sobre os len\u00e7\u00f3is de Rem\u00e9dios, a bela, ele diga: \u201cGracias\u201d.<br><br>E se a geografia e as paisagens lembram o Caribe, as gar\u00e7as que esvoa\u00e7am na ilha n\u00e3o fazem exuberantes voos. N\u00e3o chegam a ro\u00e7ar as asas do velho anjo ca\u00eddo no galinheiro do povoado, que eram enormes e pesavam naquele \u201csenhor muito velho&#8230;\u201d. Assim estava o autor na \u00e9poca da escrita de \u201cEm agosto nos vemos\u201d. J\u00e1 n\u00e3o se lembrava do dia em que seu av\u00f4 o levara para conhecer o gelo.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>B\u00e1rbara Borowski, <\/strong>designer multidisciplinar com estudos em jornalismo e cinema. Seu trabalho recente inclui festivais como DocsMX, DocsVal\u00e8ncia e Fes! Film Festival Cinema i drets humanos, assim como revistas liter\u00e1rias e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais. Atualmente \u00e9 designer e muse\u00f3loga no Museu Franz Mayer, Cidade do M\u00e9xico. Colaboradora externa do Projeto Gabo de Pesquisa desde 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ci\u00e7a Guirado <\/strong>\u00e9 jornalista, mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica (PUC-SP), doutora em Hist\u00f3ria da Comunica\u00e7\u00e3o (Universidade Nova de Lisboa) e P\u00f3s-doc em Jornalismo (UFSC). Professora da UEL, coordena, desde 2012, o Projeto Gabo de Pesquisa e edita a Revista Jornalismo &amp; Fic\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u201cEste livro n\u00e3o presta. Tem que ser destru\u00eddo\u201d, disse Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez. Mesmo assim o leitor \u00e9 engolido pela \u00e2nsia de encontrar o mestre do realismo m\u00e1gico, tateando a hist\u00f3ria da protagonista, em aventuras picantes pelos hot\u00e9is de uma ilha caribenha, todo m\u00eas de agosto. 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