{"id":953,"date":"2024-10-25T23:22:58","date_gmt":"2024-10-26T02:22:58","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=953"},"modified":"2024-10-25T23:22:58","modified_gmt":"2024-10-26T02:22:58","slug":"a-historia-de-dona-cema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/jornalismo\/2024\/10\/25\/a-historia-de-dona-cema\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria de Dona Cema"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-25-at-19.45.45-1-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-954\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-25-at-19.45.45-1-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-25-at-19.45.45-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-25-at-19.45.45-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-25-at-19.45.45-1-768x768.jpeg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-25-at-19.45.45-1.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Outubro traz o rosa da esperan\u00e7a e da conscientiza\u00e7\u00e3o. Cema, aos 65 anos, descobriu o c\u00e2ncer de mama a tempo, e com o apoio do filho, enfrentou a batalha com coragem. Em Ja\u00fa, ela encontrou tratamento e renova\u00e7\u00e3o. O diagn\u00f3stico precoce fez toda a diferen\u00e7a, e sua vit\u00f3ria refor\u00e7a a import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Por Luan Chechi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Outubro, m\u00eas que traz \u00e0 tona uma causa de vital import\u00e2ncia: a luta contra o c\u00e2ncer de mama. Criado na d\u00e9cada de 1990, o \u201cOutubro Rosa\u201d \u00e9 uma campanha internacional dedicada \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o, promovendo a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce. Durante esses 31 dias, la\u00e7os cor-de-rosa s\u00e3o vistos em campanhas e monumentos iluminados&#8230;Conversas ganham profundidade \u00e0 medida que fam\u00edlias e comunidades se unem em torno do tema. A cada ano, centenas de mulheres t\u00eam suas vidas impactadas por esse diagn\u00f3stico, mas o avan\u00e7o nas campanhas de preven\u00e7\u00e3o e a detec\u00e7\u00e3o precoce t\u00eam feito uma diferen\u00e7a crucial no enfrentamento dessa doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi no final de setembro de 2022, que Cema, uma mulher de 65 anos, m\u00e3e dedicada e forte, sentiu algo diferente ao tocar o pr\u00f3prio seio. No in\u00edcio, pensou que n\u00e3o fosse nada demais \u2013 afinal, ela nunca havia sentido dor ou notado altera\u00e7\u00f5es significativas. Mas, as campanhas do \u201cOutubro Rosa\u201d j\u00e1 estavam presentes em sua mente. Ela sabia o quanto era importante cuidar de si e ouvir o corpo. Decidiu, ent\u00e3o, buscar ajuda m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico veio r\u00e1pido: c\u00e2ncer de mama. A princ\u00edpio, Cema foi tomada por um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es \u2013 o medo, a incerteza, a dor de pensar no que viria pela frente. Procurou atendimento logo no in\u00edcio, o c\u00e2ncer ainda estava em fase inicial. A m\u00e9dica de sua cidade, Bauru, foi enf\u00e1tica: &#8220;Voc\u00ea fez o certo. Agir cedo faz toda a diferen\u00e7a. Vamos tratar disso com toda for\u00e7a, e voc\u00ea tem boas chances de vencer.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s conversas sobre as op\u00e7\u00f5es de tratamento, ela foi encaminhada para Ja\u00fa, uma cidade no interior de S\u00e3o Paulo, cujo hospital \u00e9 refer\u00eancia no cuidado e acolhimento de pacientes com c\u00e2ncer. L\u00e1 encontrou o apoio necess\u00e1rio para enfrentar os meses que viriam. Seu filho, Kevin, um jovem de 20 anos, a acompanhou nessa jornada. Ele era o pilar de Cema &#8211; a cada viagem. A cada consulta. A cada noite em que os efeitos do tratamento a faziam sentir-se fraca. O amor entre os dois tornou-se ainda mais forte, e os la\u00e7os familiares floresceram em meio \u00e0 dor e ao processo de cura. Kevin sempre estava ao lado dela nas sess\u00f5es de radioterapia, segurando sua m\u00e3o, conversando sobre o futuro e o que fariam quando tudo aquilo passasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram semanas intensas. A rotina no hospital era desgastante, mas os m\u00e9dicos e enfermeiros cuidavam de Cema com um carinho especial. Ela se apegava \u00e0 ideia de que o diagn\u00f3stico precoce tinha lhe dado uma segunda chance. Sensa\u00e7\u00e3o que alimentava sua for\u00e7a interior.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, finalmente, o dia da \u00faltima sess\u00e3o de radioterapia chegou, ela sentiu algo que h\u00e1 tempos n\u00e3o sentia: um al\u00edvio profundo, uma vit\u00f3ria conquistada. Ela sabia que ainda haveria acompanhamentos, exames e momentos de incerteza, mas, naquele momento, podia respirar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final da \u00faltima sess\u00e3o, seu filho a abra\u00e7ou com for\u00e7a e l\u00e1grimas nos olhos. &#8220;M\u00e3e, voc\u00ea conseguiu. N\u00f3s conseguimos.&#8221;. E naquele abra\u00e7o estava toda a jornada que enfrentaram juntos, todas as noites em claro, todos os medos e esperan\u00e7as. O tratamento de Cema foi bem-sucedido, e tudo gra\u00e7as \u00e0 rapidez com que ela procurou ajuda. O \u201cOutubro Rosa\u201d, que tantas vezes observava apenas de longe, agora fazia sentido em cada fibra de seu ser. Era um lembrete de que o c\u00e2ncer de mama, quando detectado no in\u00edcio, tem cura.<\/p>\n\n\n\n<p>Cema se tornou uma porta-voz dessa causa, incentivando outras mulheres a se cuidarem, fazerem exames de rotina e a nunca subestimar as campanhas de preven\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia lhe ensinou que, com o diagn\u00f3stico no momento certo, as chances de cura s\u00e3o maiores, e a vida continua a girar com esperan\u00e7a. \u201cOutubro Rosa\u201d n\u00e3o \u00e9 apenas um m\u00eas, \u00e9 um lembrete de que a vida pode ser transformada com conhecimento, cuidado e amor.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Luan Chechi<\/strong> \u00e9 estudante de Jornalismo, comp\u00f5e a equipe de estudantes do PET-Sa\u00fade Equidade e participa do Grupo Gabo de Pesquisa desde 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outubro traz o rosa da esperan\u00e7a e da conscientiza\u00e7\u00e3o. Cema, aos 65 anos, descobriu o c\u00e2ncer de mama a tempo, e com o apoio do filho, enfrentou a batalha com coragem. Em Ja\u00fa, ela encontrou tratamento e renova\u00e7\u00e3o. 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