{"id":943,"date":"2024-10-08T18:52:40","date_gmt":"2024-10-08T21:52:40","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=943"},"modified":"2024-10-08T18:52:40","modified_gmt":"2024-10-08T21:52:40","slug":"depois-das-queimadas-indigenas-do-mt-lutam-por-sobrevivencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/jornalismo\/2024\/10\/08\/depois-das-queimadas-indigenas-do-mt-lutam-por-sobrevivencia\/","title":{"rendered":"Depois das queimadas, ind\u00edgenas do MT lutam por sobreviv\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-08-at-18.13.38.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-944\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-08-at-18.13.38.jpeg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-08-at-18.13.38-300x200.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-08-at-18.13.38-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Com mais de 16 mil focos de queimadas em setembro, o estado de Mato Grosso enfrenta uma crise ambiental sem precedentes, resultado de inc\u00eandios criminosos que afetam 41 comunidades ind\u00edgenas. Esse \u00e9 o cen\u00e1rio que pode se estender por anos, comprometendo a biodiversidade e os recursos naturais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Pedro Safra e Mariana Gon\u00e7alves<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o estado do Mato Grosso contabilizou mais de 16 mil focos de queimadas apenas no m\u00eas de setembro. O aumento expressivo de inc\u00eandios na regi\u00e3o traz consequ\u00eancias devastadoras para o meio ambiente e para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, especialmente para as comunidades ind\u00edgenas, que t\u00eam enfrentado s\u00e9rios desafios em raz\u00e3o da fuma\u00e7a e da destrui\u00e7\u00e3o causada pelas chamas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de enfrentar doen\u00e7as respirat\u00f3rias como bronquite e asma devido \u00e0 inala\u00e7\u00e3o constante de fuma\u00e7a, essas comunidades tamb\u00e9m encontram dificuldades no acesso a alimentos e \u00e1gua pot\u00e1vel. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais cr\u00edtica em regi\u00f5es que j\u00e1 sofriam com falta de infraestrutura b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Autoridades locais indicam que uma parte significativa desses inc\u00eandios \u00e9 de origem criminosa. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que, al\u00e9m de fatores clim\u00e1ticos, como o calor extremo e a seca prolongada, as a\u00e7\u00f5es criminosas t\u00eam desempenhado um papel determinante no aumento das queimadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s tivemos, esse ano, al\u00e9m de um problema clim\u00e1tico, que era previs\u00edvel, muitos inc\u00eandios. Uma boa parte come\u00e7ou por a\u00e7\u00f5es notadamente criminosas. Nenhum inc\u00eandio come\u00e7a sen\u00e3o por a\u00e7\u00e3o humana. Algumas [queimadas] por descuido, algumas por neglig\u00eancia, mas muitas come\u00e7aram por a\u00e7\u00f5es criminosas\u201d, declarou Mendes, ao falar com a imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>A bi\u00f3loga Ana Carolina Ribeiro, de 37 anos, formada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), especialista em Conserva\u00e7\u00e3o Ambiental, comentou sobre os efeitos devastadores que as queimadas podem ter no futuro da regi\u00e3o e das comunidades que vivem nas \u00e1reas afetadas. \u201cO impacto dessas queimadas vai muito al\u00e9m do imediato. A destrui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o compromete o equil\u00edbrio dos ecossistemas locais, levando \u00e0 perda de biodiversidade e afetando a fauna.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, as comunidades ind\u00edgenas sofrem grande impacto por causa das queimadas. \u201cAl\u00e9m das doen\u00e7as respirat\u00f3rias causadas pela fuma\u00e7a, elas enfrentar\u00e3o um aumento na escassez de recursos naturais essenciais, como alimentos e \u00e1gua\u201d, disse a bi\u00f3loga. \u201cA degrada\u00e7\u00e3o do solo tamb\u00e9m pode dificultar a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas para plantio e ca\u00e7a, ampliando os efeitos negativos por muitos anos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Vitor Arantes Castanha, de 21 Anos, estudante de gradua\u00e7\u00e3o em Geografia tamb\u00e9m comentou sobre os efeitos das queimadas. \u201cA situa\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas em Mato Grosso \u00e9 angustiante. Com crian\u00e7as se escondendo do fogo e brigadistas sem equipamentos adequados, fica evidente o descaso do governo\u201d, afirmou. \u201cO governo precisa fazer mais do que prometer recursos; precisa agir com urg\u00eancia para proteger essas comunidades que j\u00e1 sofrem h\u00e1 tanto tempo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com as queimadas fora de controle, o governo estadual mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e brigadas volunt\u00e1rias para combater os inc\u00eandios, mas a extens\u00e3o das \u00e1reas atingidas e as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas dificultam a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p>Texto produzido pelos estudantes <strong>Pedro Safra e Mariana Gon\u00e7alves<\/strong> do curso de Jornalismo da UEL, sob supervis\u00e3o do professor <strong>Reinaldo Zanardi<\/strong>, para o webjornal PreTexto UEL, como parte integrante da disciplina de Jornalismo e Converg\u00eancia Digital I.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais de 16 mil focos de queimadas em setembro, o estado de Mato Grosso enfrenta uma crise ambiental sem precedentes, resultado de inc\u00eandios criminosos que afetam 41 comunidades ind\u00edgenas. 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