{"id":894,"date":"2024-09-13T20:02:44","date_gmt":"2024-09-13T23:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=894"},"modified":"2024-09-14T09:39:03","modified_gmt":"2024-09-14T12:39:03","slug":"gabo-e-o-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/jornalismo\/2024\/09\/13\/gabo-e-o-cinema\/","title":{"rendered":"Gabo e o cinema"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/folhetinsta-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-902\" style=\"object-fit:cover;width:502px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/folhetinsta-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/folhetinsta-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/folhetinsta-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/folhetinsta-768x768.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/folhetinsta.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>De 177 filmes identificados em cr\u00edticas cinematogr\u00e1ficas assinadas por Garc\u00eda M\u00e1rquez, para o jornal <em>El Espectador<\/em>, em Bogot\u00e1 nos anos 1950, retirou-se essa pequena mostra, publicada em modo folhetinsta. Nos fragmentos de Gabo, citados nas postagens, pode-se perceber a paix\u00e3o do autor pelo s\u00e9tima arte.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Texto e colagem: Fernanda Ortenzi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O cinema era uma das paix\u00f5es de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez. Em sua autobiografia \u201cViver para contar\u201d, o autor narra suas idas ao cinema com o av\u00f4, ainda crian\u00e7a, e conta sobre a evolu\u00e7\u00e3o de seu interesse por filmes ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1954 e 1955, Gabo escreveu cr\u00edticas de cinema para a coluna \u201cCine em Bogot\u00e1. Estrenos de la semana\u201d, no jornal El Espectador. Estes textos est\u00e3o reunidos no livro \u201cTextos Andinos \u2013 Obra Jornal\u00edstica 2\u201d, publicado pela Record, em 2006, com tradu\u00e7\u00e3o de Remy Gorga Filho e L\u00e9o Schlafman.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/5-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-900\" style=\"aspect-ratio:1.088;object-fit:cover;width:500px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/5-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/5-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/5-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/5-768x768.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/5.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Milagre em Mil\u00e3o<\/em> \u2013 abril de 1954&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto, Garc\u00eda M\u00e1rquez aponta o modo como o filme mistura o real e o fant\u00e1stico. Uma das principais caracter\u00edsticas da obra do autor \u00e9 o realismo m\u00e1gico. Da\u00ed seu fasc\u00ednio pelo conto de fadas acontecendo na vida real reflete tanto em sua escrita como no seu gosto por filmes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCesare Zavattini, o autor do romance, e Vittorio de Sica, adaptando-o ao cinema, preferiram situar a a\u00e7\u00e3o em uma cidade real, Mil\u00e3o, onde os pobres s\u00e3o completamente pobres e os ricos fabulosamente ricos. O compromisso com o p\u00fablico ficou, por isso, mais dif\u00edcil de ser cumprido, pois deviam humanizar a fantasia, fazer passar a f\u00e1bula pelo filtro do rigoroso realismo italiano, sem que aquela perdesse seu encanto nem este sua elevada temperatura humana\u201d (GGM, 2006, p. 160)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA hist\u00f3ria de <em>Milagre em Mil\u00e3o <\/em>\u00e9 toda um conto de fadas, s\u00f3 que realizado em um ambiente ins\u00f3lito e misturando, de maneira genial, o real e o fant\u00e1stico, a um tal extremo que, em muitos casos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber onde termina um e onde come\u00e7a o outro\u201d (GGM, 2006, p. 160).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo original: \u201cMiracolo a Milano\u201d&nbsp;<br>Ano: 1951&nbsp;<br>Dire\u00e7\u00e3o: Vittorio De Sica&nbsp;<br>Roteiro: Cesare Zavattini, Vittorio De Sica, Suso Cecchi D\u2019Amico, Mario Chiari, Adolfo Franci&nbsp;<br>Elenco: Emma Gramatica, Francesco Golisano, Paolo Stoppa&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/6-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-901\" style=\"object-fit:cover;width:500px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/6-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/6-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/6-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/6-768x768.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/6.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>O cangaceiro<\/em> \u2013 julho de 1954&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os filmes comentados por Garc\u00eda M\u00e1rquez est\u00e1 uma obra brasileira dirigida pelo cineasta Lima Barreto e premiada no Festival de Cannes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO maravilhoso desta hist\u00f3ria \u00e9 a maneira como Lima Barreto a contou, com a prodigiosa seguran\u00e7a t\u00e9cnica dos mestres do cinema mudo e a inspira\u00e7\u00e3o, a simplicidade e o vagar de um poeta antigo. O melhor do filme est\u00e1 fundado exclusivamente no fasc\u00ednio visual: a imagem em movimento \u00e9 o \u00fanico meio expressivo, o \u00fanico elemento de que se disp\u00f4s para contar a hist\u00f3ria, especialmente a violenta e rica narrativa do assalto \u00e0 aldeia, onde nada fica sem explica\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as \u2014 exclusivamente \u2014 \u00e0 irrepreens\u00edvel escrita cinematogr\u00e1fica\u201d (GGM, 2006, p. 202).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDizer que <em>O cangaceiro<\/em> \u00e9 mais que um testemunho social, um belo e terr\u00edvel poema, \u00e9 fazer justi\u00e7a a um assombroso diretor, cujo \u00fanico defeito em seu primeiro trabalho foi o excessivo e explic\u00e1vel entusiasmo\u201d (GGM, 2006, p. 203).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo original: \u201cO cangaceiro\u201d&nbsp;<br>Ano: 1953&nbsp;<br>Dire\u00e7\u00e3o: Lima Barreto&nbsp;<br>Roteiro: Lima Barreto, Rachel de Queiroz&nbsp;<br>Elenco: Alberto Ruschel, Marisa Prado, Milton Ribeiro, Vanja Orico&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/3-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-898\" style=\"object-fit:cover;width:500px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/3-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/3-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/3-768x768.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/3.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Disque M para matar<\/em> \u2013 dezembro de 1954&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Garc\u00eda M\u00e1rquez comenta um filme de um cineasta muito importante para a hist\u00f3ria do cinema, Alfred Hitchcock, que dirigiu cl\u00e1ssicos como \u201cPsicose\u201d (1960) e \u201cUm corpo que cai\u201d (1958).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o parece que o roteiro tenha modificado fundamentalmente a obra teatral, nem que ningu\u00e9m, sen\u00e3o Hitchcock, tenha feito alguma coisa para adapt\u00e1-lo \u00e0 linguagem cinematogr\u00e1fica. A trama tem por base quase exclusivamente os di\u00e1logos, alguns deles, como o do marido da presum\u00edvel v\u00edtima com o presum\u00edvel assassino, s\u00e3o muito mais longos e explicativos do que pode admitir o bom cinema. Entretanto, \u201c<em>Disque M para matar\u201d <\/em>est\u00e1 muito longe de ser teatro filmado, gra\u00e7as \u00e0 reconhecida e surpreendente ast\u00facia narrativa de Hitchcock, que sabe dizer com as c\u00e2meras muitas coisas \u00fateis, muitas coisas assombrosas e inteligentes e que n\u00e3o poderiam ser ditas com nenhum elemento diferente da c\u00e2mera\u201d (GGM, 2006, p. 348).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo original: \u201cDial M for Murder\u201d&nbsp;<br>Ano: 1954&nbsp;<br>Dire\u00e7\u00e3o: Alfred Hitchcock&nbsp;<br>Roteiro: Frederick Knott&nbsp;<br>Elenco: Ray Milland, Grace Kelly, Robert Cummings&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-897\" style=\"object-fit:cover;width:500px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2-768x768.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/2.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Umberto D.<\/em> \u2013 fevereiro de 1955&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma caracter\u00edstica que Garc\u00eda M\u00e1rquez valoriza nos filmes \u00e9 a humanidade dos personagens e das hist\u00f3rias. Isso est\u00e1 presente em v\u00e1rios textos da coluna Cine em Bogot\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDeve-se, por\u00e9m, estabelecer uma profunda diferen\u00e7a entre a hist\u00f3ria de Umberto D. e a maneira de cont\u00e1-la, que s\u00e3o dois m\u00e9ritos diferentes do filme, ainda que o concurso dos dois seja o que faz dele uma obra imortal, a obra-prima da hist\u00f3ria do cinema. A hist\u00f3ria de Umberto Domenico \u00e9 v\u00e1lida porque \u00e9 verdadeira, \u00e9 verdadeira porque \u00e9 humana. Se fosse mais humana que a vida de um homem, seria uma hist\u00f3ria falsa. Sua grandeza est\u00e1 na fidelidade com que se parece \u00e0 vida\u201d (GGM, 2006, p. 417).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma hist\u00f3ria igual \u00e0 vida deveria ser contada com o mesmo m\u00e9todo que a vida utiliza: dando-lhe a cada minuto, a cada segundo a import\u00e2ncia de um acontecimento decisivo. De Sica e Zavattini dividiram o drama em espa\u00e7os infinitesimais, demonstraram o profundo pat\u00e9tico que h\u00e1 no simples ato de se deitar, de voltar para casa; no fato simples, inevit\u00e1vel e transcendental de existir um segundo\u201d (GGM, 2006, p. 417-418).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo original: \u201cUmerto D\u201d&nbsp;<br>Ano: 1952&nbsp;<br>Dire\u00e7\u00e3o: Vittorio De Sica&nbsp;<br>Roteiro: Cesare Zavattini&nbsp;<br>Elenco: Carlo Battisti, Maria Pia Casilio, Lina Gennari&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1080\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-899\" style=\"object-fit:cover;width:500px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-1024x1024.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4-768x768.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/4.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Matar ou morrer<\/em> \u2013 mar\u00e7o de 1955&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Garc\u00eda M\u00e1rquez comenta este filme que venceu quatro categorias do Oscar, por atua\u00e7\u00e3o, roteiro, dire\u00e7\u00e3o e montagem, e foi indicado \u00e0 categoria de melhor filme na premia\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os elementos concorreram para fazer deste um filme excepcional: a hist\u00f3ria magistral, com uma for\u00e7a interior de trag\u00e9dia antiga; a dire\u00e7\u00e3o segura, de uma maravilhosa sensibilidade; o roteiro correto, inteligente e minucioso; a m\u00fasica, de assombrosa sabedoria; a montagem, de uma alta qualidade sinf\u00f4nica; e o inesquec\u00edvel desempenho de Gary Cooper\u201d (GGM, 2006, p. 448).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grandeza deste filme tem sido real\u00e7ada exatamente por sua simplicidade. E essa simplicidade tem sido sublinhada pela fotografia, que \u00e9 de uma expressividade natural, sem efeitos espetaculares, sem rebuscamento, sem alardes de nenhuma esp\u00e9cie, mas notavelmente s\u00e1bia no achado dos \u00e2ngulos e enquadramentos\u201d (GGM, 2006, p. 448).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo original: High Noon&nbsp;<br>Ano: 1952&nbsp;<br>Dire\u00e7\u00e3o: Fred Zinnemann&nbsp;<br>Roteiro: Carl Foreman&nbsp;<br>Elenco: Gary Cooper, Grace Kelly&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia:<br>GARC\u00cdA M\u00c1RQUEZ, Gabriel. <strong>Textos Andinos<\/strong>: Obra Jornal\u00edstica 2 (1954-1955). 1 ed. Rio de Janeiro: Record, 2006.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Fernanda Ortenzi<\/strong> \u00e9 estudante de Jornalismo, foi integrante do Grupo Gabo de Pesquisa e assistente de edi\u00e7\u00e3o da revista Jornalismo &amp; Fic\u00e7\u00e3o: Am\u00e9rica Latina e Caribe. Desenvolveu projeto de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica sobre &#8220;Cinema segundo Garc\u00eda M\u00e1rquez&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 177 filmes identificados em cr\u00edticas cinematogr\u00e1ficas assinadas por Garc\u00eda M\u00e1rquez, para o jornal El Espectador, em Bogot\u00e1 nos anos 1950, retirou-se essa pequena mostra, publicada em modo folhetinsta. 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