{"id":658,"date":"2024-03-22T17:41:57","date_gmt":"2024-03-22T20:41:57","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=658"},"modified":"2024-03-22T18:04:58","modified_gmt":"2024-03-22T21:04:58","slug":"cartas-de-amor-nos-tempos-do-colera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/jornalismo\/2024\/03\/22\/cartas-de-amor-nos-tempos-do-colera\/","title":{"rendered":"Cartas de \u201camor nos tempos do c\u00f3lera\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"547\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.13.40-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-661\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.13.40-1.jpeg 550w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.13.40-1-300x298.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.13.40-1-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong><strong>Os encantamentos da paix\u00e3o, as perip\u00e9cias para encontrar, \u00e0s escondidas, com o ser amado, as longas dist\u00e2ncias de espa\u00e7o- tempo, fazem d\u201cO amor nos tempos do c\u00f3lera\u201d um dos mais instigantes romances de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez.<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Texto e imagens <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/davi_paludetto\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.instagram.com\/davi_paludetto\/\">Davi Paludetto<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 onde vai o amor? Aos c\u00e9us e \u00e0s estrelas, ao fundo do oceano e em cada palavra de carinho entre os que amam? &nbsp;Essa n\u00e3o \u00e9 apenas a hist\u00f3ria de um amor inflamado pelos cora\u00e7\u00f5es de dois amantes; \u00e9 o livro que Gabo conta a o romance de seus pais, que aconteceu, de fato, pelas ruas de Cartagena das \u00cdndias e pelo Caribe colombiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui o romance foi transcriado por Davi Paludetto, por meio de supostas cartas trocadas entre os amantes: Firmina Daza e Florentino Ariza. O folhetinsta foi produzido na Disciplina Especial sobre Garc\u00eda M\u00e1quez, no curso de Jornalismo. Publicado no Instagram, entre 22 de setembro e 13 de outubro de 2021.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"558\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.24.48.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-662\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.24.48.jpeg 550w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.24.48-296x300.jpeg 296w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O badalar dos sinos separam as horas, os dias, os anos, e at\u00e9 mesmo a vida. Mas s\u00f3 algu\u00e9m de grande import\u00e2ncia consegue fazer sinos retumbarem em sua homenagem. Em dia de pentecostes, apenas os grandes her\u00f3is. Quem morreu? Ser\u00e1 ele? Certamente, apenas ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Por anos acreditei num amor intenso, mas hoje vivo apenas pelas tra\u00e7as, vadiando pelas ruas. Talvez esse soar seco e \u00e1spero possa ter ainda outro significado. Talvez o sol tenha finalmente nascido para mim. Essa pode ser a mudan\u00e7a da minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Que belo dia. Ele me lembra voc\u00ea, minha eterna amada. Como esquecer teu cheiro doce, como a maresia. Seu perfume irradiava meu ser e penetrava no \u00e2mago da minha carne. N\u00e3o consigo viver sequer mais um dia sem voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, mandei Am\u00e9rica embora mais cedo, pois reencontrarei o amor. \u201cEsse \u00e9 o come\u00e7o de uma nova era\u201d. Naquela mesma casa onde, depois de cinquenta anos, jurarei minha fidelidade eterna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Florentino Ariza<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"547\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.12.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-663\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.12.jpeg 550w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.12-300x298.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.12-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Era nova, mas lembro perfeitamente. Voc\u00ea apareceu como um raio de sol, entrava pela minha janela e iluminava o meu dia. Naquele banco voc\u00ea era o sol: distante, mas queimava minha pele. At\u00e9 onde iria esse sentimento que ardia como brasa?<\/p>\n\n\n\n<p>Fui conquistada pelo seu jeito doce e meigo. Pelo seu amor paciente e discreto, mas mesmo assim intenso. Eu via o ardor emanar pelos seus olhos, que todos os dias me seguiam pela pra\u00e7a \u2013 seu jeito simples de dizer que me amava. Nunca foi f\u00e1cil para n\u00f3s. Como crian\u00e7as, fomos enganados pelo destino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9ramos bobos, meu bem, guiados cegamente por uma paix\u00e3o que s\u00f3 existia nos papeis. Papeis de amor s\u00f3brio, mas que funcionavam apenas em linhas tortas. Porque hoje quando te vi, tudo perdeu sentido, como as frases escritas no rodap\u00e9 de um caderno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Firmina Daz<\/em>a<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"547\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.38.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-664\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.38.jpeg 550w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.38-300x298.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.25.38-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Fui enganado pelos ares de um falso amor. Por\u00e9m, nunca imaginei que esse desgosto viria de gale\u00e3o, vestido em gala. Meus encantos plebeus foram esquecidos, como um simples dia de ver\u00e3o, nem o som da minha alma conseguiu te conquistar.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu fiz de tudo, subi montanhas e mergulhei nas profundezas do Atl\u00e2ntico. Nosso amor era tudo, espero que recorde. Escrevi inflamado cartas implorando por sua ternura, derramei cada gota de tinta como se fosse um peda\u00e7o da minha alma inscrita em papel. Transpus as batidas do meu cora\u00e7\u00e3o para voc\u00ea, minha Princesa Coroada, mas de nada funcionou.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, eu n\u00e3o era o homem com quem voc\u00ea sonhava. N\u00e3o fui p\u00e1reo para aquele que me roubou de voc\u00ea. Foi medo, indecis\u00e3o ou prest\u00edgio? N\u00e3o me digas mais nada. Por que recusaste minha coroa, minha eterna princesa?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Florentino Ariza<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"551\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.26.34.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-665\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.26.34.jpeg 550w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.26.34-300x300.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.26.34-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A tua presen\u00e7a. Acordei, como todos os dias desde que conheci, com saudade. Saudade do seu cheiro, de olhar para os seus olhos e poder tocar a sua pele, Firmina. Saudade da tua presen\u00e7a. Estranho pensar que quanto mais o tempo passa, mais encantadora voc\u00ea fica, minha princesa. Voc\u00ea \u00e9 como os perfumes. Perfume das gard\u00eanias na manh\u00e3. Que sorte a minha, finalmente, acordar e ter o prazer de sentir seu aroma.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou seu, voc\u00ea sabe. Sempre fui seu eterno amor e voc\u00ea a minha eterna amada. Voc\u00ea \u00e9 a b\u00fassola que guia minha vida. Sem voc\u00ea eu perdi meu Norte. N\u00e3o me julgue, por favor, desfa\u00e7a essa senten\u00e7a que me lan\u00e7as com seu olhar, pois meu \u00fanico crime foi desejar a tua presen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, sentado nesse camarim, nesse gale\u00e3o, eu tenho apenas mais um \u00faltimo dizer. Esse que n\u00e3o ser\u00e1 redigido em papel, mas inscrito na hist\u00f3ria de toda Cartagena. Entorpecido pela tua presen\u00e7a entrando pelos sete buracos da minha cabe\u00e7a, eu te direi pela primeira vez, olhando no fundo de teus olhos: \u201cTe amo e sempre te amarei, Firmina Daza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Florentino Ariza<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"550\" height=\"547\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.27.07.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-666\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.27.07.jpeg 550w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.27.07-300x298.jpeg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-21-at-18.27.07-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Foi uma vida com voc\u00ea, doutor. Uma vida de felicidades e tristezas, de intensidade e sutileza, de amor e trai\u00e7\u00e3o. Foram anos que aprendi a gostar da sua companhia, do seu cheiro e do modo como me tratava. Para aqueles que olhavam para n\u00f3s \u2013 parec\u00edamos o casal perfeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas eu n\u00e3o acredito na perfei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o na nossa rela\u00e7\u00e3o. Agora depois de anos, sentada ao lado de seu caix\u00e3o, vidrada em suas m\u00e3os sem cor, que uma vez tocaram a minha pele, eu penso em sil\u00eancio; \u201co que \u00e9 o amor?\u201d. Realmente n\u00f3s amamos ou aprendemos a conviver? Aceitamos nossas falhas e ca\u00edmos no comodismo da sobreviv\u00eancia conjugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu nunca vivi minha vida, meu doutor. \u00c9 como se durante minha exist\u00eancia ao seu lado, eu vivesse uma vida emprestada por voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Firmina Daza<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Davi Paludetto<\/strong> \u00e9 rep\u00f3rter formado pela UEL. Participou do Grupo Gabo de Pesquisa durante a Disciplina Especial sobre Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, em 2020 e 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os encantamentos da paix\u00e3o, as perip\u00e9cias para encontrar, \u00e0s escondidas, com o ser amado, as longas dist\u00e2ncias de espa\u00e7o- tempo, fazem d\u201cO amor nos tempos do c\u00f3lera\u201d um dos mais instigantes romances de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez.<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":659,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-658","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornalismo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/658","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=658"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/658\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":673,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/658\/revisions\/673"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/659"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=658"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=658"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=658"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}