{"id":645,"date":"2024-03-16T11:19:36","date_gmt":"2024-03-16T14:19:36","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=645"},"modified":"2024-03-16T11:24:54","modified_gmt":"2024-03-16T14:24:54","slug":"garcia-marquez-em-processo-de-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/jornalismo\/2024\/03\/16\/garcia-marquez-em-processo-de-criacao\/","title":{"rendered":"Garc\u00eda M\u00e1rquez em processo de cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"909\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-16-at-11.15.52-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-652\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-16-at-11.15.52-1.jpeg 720w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/WhatsApp-Image-2024-03-16-at-11.15.52-1-238x300.jpeg 238w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>Breve estudo sobre detalhes da escrita liter\u00e1ria de Gabo. Desde o primeiro esbo\u00e7o de <em>La casa<\/em>, passando pela inven\u00e7\u00e3o de Macondo, o surgimento de personagens e situa\u00e7\u00f5es que se desenvolveram em <em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Texto <a>Hiury Pereira <\/a><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/hiurypereira\/\">@hiurypereira<\/a><br>Edi\u00e7\u00e3o Ci\u00e7a Guirado <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cicaguirado\/\">@cicaguirado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O EMBRI\u00c3O DE CEM ANOS DE SOLID\u00c3O<br><\/strong><br>O romance que estava escrevendo [<em>La casa<\/em>] me parecia, seis meses depois de ter come\u00e7ado, uma farsa insossa. Falava mais do romance do que escrevia, e na verdade a pouca coer\u00eancia que consegui estava nos fragmentos que publiquei na coluna \u201cA Girafa&#8221; e depois, quando me faltava assunto, em &#8220;Cr\u00f3nica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Viver para contar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Aracataca, a casa dos av\u00f3s, as guerras do av\u00f4 e o contraste entre progresso e explora\u00e7\u00e3o, presenciado com a chegada das ferroviais e da multinacional bananeira. Gabo utilizou sua cidade natal como plano de fundo da hist\u00f3ria. Ele tinha pouco mais de vinte anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto rondou o pensamento do escritor-jornalista\u00a0que j\u00e1 sabia sobre o que queria escrever, s\u00f3 ainda n\u00e3o tinha os caminhos que levariam at\u00e9 Macondo. O enredo de <em>La casa<\/em> tratava do lar de uma fam\u00edlia patriarcal, os Buend\u00eda. Al\u00e9m da estrutura\u00e7\u00e3o da estirpe, o plano de romance apresentava o Coronel Aureliano Buend\u00eda como espinha dorsal da hist\u00f3ria. O idealizador de Macondo abandonou o embri\u00e3o de sua futura obra mais conhecida. Admitiu, anos mais tarde, que o caminho liter\u00e1rio que pretendia seguir naquela \u00e9poca era demasiado grande para a sua inexperi\u00eancia liter\u00e1ria. <em>A casa<\/em> (<em>La casa<\/em>) haveria de ser arquitetada, remodelada, e se tornaria, muitos anos depois, no cl\u00e1ssico <em>Cem anos de solid\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MACONDO: BER\u00c7O DO FANT\u00c1STICO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes mesmo de ser descrita em <em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em> como \u201cuma aldeia de vinte casas de pau a pique e telhados de sap\u00e9 que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pr\u00e9-hist\u00f3ricos\u201d, Macondo nasce no primeiro romance de Garc\u00eda M\u00e1rquez: <em>A revoada &#8211; o enterro do diabo, <\/em>\u00a0publicado em 1955.<\/p>\n\n\n\n<p>O nome \u201cmacondo\u201d veio da placa de uma fazenda bananeira, a dez minutos de Aracataca, cidade natal de Gabo. Em <em>Viver para contar<\/em>, ele detalha que a palavra despertava sua aten\u00e7\u00e3o desde os tempos das viagens de trem com o seu av\u00f4, quando ainda era menino.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando viajou com a m\u00e3e, na juventude, para vender a casa dos av\u00f3s, viu de novo aquela placa. Gostou da resson\u00e2ncia po\u00e9tica. Criou um vilarejo para esse nome. Agora Macondo representa o ber\u00e7o do fant\u00e1stico, do imposs\u00edvel presente no cotidiano, da explora\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de progresso, da riqueza transposta de uma na\u00e7\u00e3o e das trinta e duas guerras perdidas pelo Coronel Aureliano Buend\u00eda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ISABEL VENDO CHOVER EM MACONDO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1vamos paralisados, narcotizados pela chuva, entregues ao desmoronamento da natureza, em uma atitude pac\u00edfica e resignada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Olhos de c\u00e3o azul<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pap\u00e9is rasgados s\u00e3o inevit\u00e1veis quando a obra n\u00e3o entrosa com o entusiasmo do escritor. Isabel vendo chover em Macondo, um dos contos mais conhecidos e elogiados de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, quase teve o mesmo destino de outros in\u00fameros esbo\u00e7os desprezados. Em 1955, o poeta colombiano Jorge Gait\u00e1n Dur\u00e1n revisou o cesto de descarte de Gabo e chamou a aten\u00e7\u00e3o sobre o valor do conto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mon\u00f3logo de Isabel vendo chover em Macondo seria um cap\u00edtulo de <em>A revoada<\/em> &#8211; <em>O enterro do diabo<\/em> \u2013 j\u00e1 publicado na \u00e9poca, mas se tornou o \u00faltimo conto de <em>Olhos de c\u00e3o azul <\/em>(onze contos escritos entre 1947 e 1955). Um drama apreensivo da personagem Isabel e suas rea\u00e7\u00f5es ao cair da incontrol\u00e1vel chuva. Em Aracataca, no ano de 1932, inunda\u00e7\u00f5es trouxeram o mesmo clima da hist\u00f3ria. A maior cat\u00e1strofe da cidade agravou-se pelos desvios dos rios Aracataca, San Joaqu\u00edn e Aj\u00ed, realizados pela companhia United Fruit Company. O conto registra, de forma liter\u00e1ria, o poder e o alcance que a natureza imp\u00f5e quando consternada pelo descaso humano. A mesma chuva passagem foi ampliada, em 1967,\u00a0 para <em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em>: \u201cChoveu durante quatro anos, onze meses e dois dias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OS FUNERAIS DE MAM\u00c3E GRANDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta \u00e9, incr\u00e9dulos do mundo inteiro, a verdadeira hist\u00f3ria da Mam\u00e3e Grande, soberana absoluta do reino de Macondo, que viveu em fun\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio durante 92 anos e morreu com cheiro de santidade numa ter\u00e7a-feira de setembro passado e a cujos funerais veio o Sumo Pont\u00edfice\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Os funerais de mam\u00e3e grande<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Qual acontecimento seria capaz de reunir o Sumo Pont\u00edfice, o presidente e todo o povoado de Macondo? Apenas o vel\u00f3rio de Maria del Ros\u00e1rio Casta\u00f1eda y Montero \u2013 ou Mam\u00e3e Grande, como era chamada desde os seus 22 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gera\u00e7\u00f5es mais recentes imaginavam o esplendor das feiras de anivers\u00e1rio que a \u201csoberana absoluta\u201d comemorava o passar da idade at\u00e9 os 70. Por\u00e9m, os olhos se agraciariam com algo muito maior que cumplea\u00f1os: a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>O arroto f\u00fanebre exalou aroma de liberta\u00e7\u00e3o. Mam\u00e3e Grande recebia o pagamento pelo direito de habitar em Macondo. Os herdeiros precisariam calcular d\u00edzimos e prosseguir com a explora\u00e7\u00e3o da terra, tr\u00eas potes de moedas de ouro e os bens morais \u2013 patrim\u00f4nio invis\u00edvel, que n\u00e3o conseguiria ser citado, de forma integral, em tr\u00eas par\u00e1grafos. O autor pede que a hist\u00f3ria seja recontada. Mais do que a not\u00edcia da morte da soberana, ningu\u00e9m pode seguir sem saber o motivo do suspiro de al\u00edvio pela esperan\u00e7a de novos tempos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>GUERRA DOS MIL DIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO interesse pela pol\u00edtica nacional era bastante escasso no col\u00e9gio interno. Na casa de meus av\u00f3s ouvi dizer que era demasiado que a \u00fanica diferen\u00e7a entre os dois partidos depois da Guerra dos Mil Dias era que os liberais iam \u00e0 missa das cinco para que n\u00e3o fossem vistos e que os conservadores \u00e0 missa das oito para que acreditassem que eram crentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Viver para contar<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Epis\u00f3dio que marca grande parte do livro, a Guerra dos Mil Dias (1899-1902) se faz presente em Cem anos de solid\u00e3o, atrav\u00e9s das batalhas do Coronel Aureliano Buend\u00eda. Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez teve contato com a hist\u00f3ria do conflito colombiano na inf\u00e2ncia, atrav\u00e9s das hist\u00f3rias de seu av\u00f4 Nicol\u00e1s. O av\u00f4 de Gabito participou como comandante, desde o in\u00edcio da guerra, quando ocupou a cidade de Riohacha ao lado do ex\u00e9rcito liberal.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra civil entre liberais e conservadores terminou vinte e seis anos antes do nascimento do autor. Como consequ\u00eancia do conflito, mais de cem mil baixas e a desanexa\u00e7\u00e3o do Panam\u00e1 como territ\u00f3rio colombiano. Filho de conservador e neto de um coronel liberal, Gabito teve o av\u00f4 como primeira influ\u00eancia pol\u00edtica, ao ouvir contos sobre as batalhas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>`A ESPERA DE MEIOS PARA SOBREVIVER<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLembrou-se de Macondo. O Coronel esperou dez anos para que cumprissem as promessas de Neerl\u00e2ndia. Na Modorra da sesta viu chegar o trem amarelo e empoeirado com os homens, as mulheres e os animais asfixiando-se de calor, amontoados at\u00e9 o teto. Era a febre da banana. Transformaram o lugar em vinte e quatro horas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Ningu\u00e9m escreve ao coronel<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O nascimento de <em>Ningu\u00e9m escreve ao coronel<\/em> se deu no momento em que Gabo enfrentava a mesma dificuldade do personagem principal da novela: a falta de dinheiro. A partir da imagem de um velho que espera sentado frente ao porto, surgiu a hist\u00f3ria do coronel que aguarda pela aposentadoria de guerra, que chegaria pelo correio, tal qual a realidade de Nicolas Mej\u00eda M\u00e1rquez, seu av\u00f4.<\/p>\n\n\n\n<p>No romance, o casal procura meios para sobreviver enquanto n\u00e3o recebe a merecida pens\u00e3o. Ao lado de uma mulher asm\u00e1tica, o velho sente falta do filho assassinado por distribuir panfletos subversivos. A lembran\u00e7a maior do filho est\u00e1 em seu antigo galo de briga. A mulher v\u00ea a venda do animal como a \u00fanica sa\u00edda para a fome, enquanto o Coronel prefere \u201ccomer merda\u201d a vender o amuleto.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o cessar fogo estabelecido pelo Tratado de Neerl\u00e2ndia, da Guerra dos Mil Dias, o Coronel n\u00e3o p\u00f4de aproveitar de sossego. Gabo presenciou a mesma hist\u00f3ria com o seu av\u00f4. A conclus\u00e3o da hist\u00f3ria \u00e9 dada por outro coronel, o Aureliano Buend\u00eda, em <em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em>: \u201cV\u00e3o morrer de velho esperando pelo correio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O MASSACRE DAS BANANEIRAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u2013 Deviam ser uns tr\u00eas mil \u2013 murmurou.<\/p>\n\n\n\n<p>_ O qu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Os mortos \u2013 esclareceu. \u2013 Acho que todos os que estavam na esta\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio conhecido como Massacre das Bananeiras, ocorreu em 1928, em Ci\u00e9naga, na Col\u00f4mbia. O movimento denunciava abusos da companhia estadunidense United Fruit Company. Trabalhadores organizaram uma greve reivindicando direitos como: seguro coletivo, indeniza\u00e7\u00e3o em caso de acidentes no trabalho, descanso remunerado aos domingos, suspens\u00e3o dos contratos individuais para a vig\u00eancia dos coletivos, al\u00e9m de outros direitos relacionados ao m\u00ednimo, considerado na \u00e9poca, necess\u00e1rio para exercer o trabalho nas planta\u00e7\u00f5es. A greve durou vinte e oito dias (Caro, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 6 de dezembro de 1928, durante a madrugada, na esta\u00e7\u00e3o de trem de Ci\u00e9naga, os grevistas foram surpreendidos pelo general Cort\u00e9s Vargas e seus trezentos soldados. Com a amea\u00e7a de abrir fogo, o militar ordenou que os trabalhadores se dispersassem. Como n\u00e3o acataram a ordem, o massacre teve in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o amanhecer, as autoridades trataram de desaparecer com a maioria dos corpos. Em <em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em>, o personagem Jos\u00e9 Ac\u00e1rdio Segundo esteve ao lado dos grevistas e integrava o movimento. Garc\u00eda M\u00e1rquez constr\u00f3i o apoio do personagem \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es dos trabalhadores como \u201ca primeira vez na vida que ergueu a voz\u201d. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe ao certo o n\u00famero de mortos nesse massacre, por isso utiliza-se o registro fict\u00edcio de Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez: \u201cDeviam ser uns tr\u00eas mil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>GARC\u00cdA M\u00c1RQUEZ, G. <strong>Cem anos de solid\u00e3o<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Eric Nepomuceno \u2013 113a edi\u00e7\u00e3o \u2013 Rio de Janeiro: Record, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>_<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__ <strong>Viver para contar<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Eric Nepomuceno. \u2013 6a ed. \u2013 Rio de Janeiro: Record, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>_<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>___<strong>Ningu\u00e9m escreve ao coronel<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de Dan\u00fabio Rodrigues &#8211; 31a ed &#8211; Rio de Janeiro: Record, 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>_<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>___<strong>Os funerais da Mam\u00e3e Grande.<\/strong>Tradu\u00e7\u00e3o de \u00c9dson Braga &#8211; 15. ed. &#8211; Rio de Janeiro: Record, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>_<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>__<em>_<\/em>___<strong>Olhos de c\u00e3o azul.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Remy Gorga Filho.2. ed. Rio de Janeiro: Record, 1974.<\/p>\n\n\n\n<p>CARO, J. E. <strong>La masacre obrera de 1928 en la zona bananera del Magdalena- Colombia. Una historia inconclusa.<\/strong> 2010. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/127\/12719967004.pdf . Acesso em: 02 out. 2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Hiury Pereira<\/strong> \u00e9 jornalista formado pela UEL. Participou do Grupo Gabo de Pesquisa de 2018 a 2021. Est\u00e1 no time de criadores da Revista Jornalismo &amp; Fic\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Breve estudo sobre detalhes da escrita liter\u00e1ria de Gabo. 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