{"id":1138,"date":"2025-08-22T23:42:19","date_gmt":"2025-08-23T02:42:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/?p=1138"},"modified":"2025-09-16T18:42:30","modified_gmt":"2025-09-16T21:42:30","slug":"o-preco-da-adultizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/jornalismo\/2025\/08\/22\/o-preco-da-adultizacao\/","title":{"rendered":"O pre\u00e7o da adultiza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/capa-adulti-819x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1144\" style=\"width:1055px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/capa-adulti-819x1024.jpg 819w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/capa-adulti-240x300.jpg 240w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/capa-adulti-768x960.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/capa-adulti.jpg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem Tainara Gomes.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A adultiza\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno isolado, mas reflexo de um sistema de consumo que antecipa desejos e comportamentos, muitas vezes ignorando limites \u00e9ticos. Estudos da USP \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo apontam sobre os perigos da sexualiza\u00e7\u00e3o precoce, associada ao aumento da vulnerabilidade ao abuso sexual, al\u00e9m de maior incid\u00eancia de transtornos mentais como depress\u00e3o, ansiedade e dist\u00farbios alimentares.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Por Rebeca Godoi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo document\u00e1rio do influencer Felca (Felipe Cardoso), nascido em Londrina, publicado h\u00e1 duas semanas, exp\u00f4s de forma contundente como o entretenimento pode desvelar contradi\u00e7\u00f5es sociais profundas. Felca, conhecido por suas severas cr\u00edticas sociais, mostrou epis\u00f3dios de explora\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da inf\u00e2ncia e viralizou nas plataformas digitais. Ele usou essa produ\u00e7\u00e3o digital para revelar o quanto a sociedade naturaliza representa\u00e7\u00f5es que deslocam a crian\u00e7a de um espa\u00e7o de prote\u00e7\u00e3o para um espa\u00e7o de consumo e exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00eamica diz respeito ao modo como a inf\u00e2ncia \u00e9 capturada por l\u00f3gicas de visibilidade, monetiza\u00e7\u00e3o e espet\u00e1culo. \u00c9 nesse terreno que a Moda se insere como um dos dispositivos mais poderosos dessa engrenagem. Longe de ser apenas express\u00e3o criativa ou est\u00e9tica, ela opera como linguagem cultural capaz de moldar imagin\u00e1rios e comportamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a ind\u00fastria infantil incorpora tend\u00eancias adultas em seus produtos, n\u00e3o est\u00e1 apenas \u201cacompanhando o mercado\u201d, mas inserindo o corpo infantil em narrativas que refor\u00e7am ideais est\u00e9ticos e simb\u00f3licos de maturidade precoce. A quest\u00e3o, portanto, n\u00e3o se limita \u00e0 roupa em si, mas \u00e0 estrutura de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de imagens que constroem subjetividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Casos emblem\u00e1ticos tornaram essa l\u00f3gica expl\u00edcita. A campanha da Balenciaga (2022), por exemplo, mostrou crian\u00e7as segurando ursinhos de pel\u00facia vestidos com acess\u00f3rios que remetiam ao BDSM (conjunto de pr\u00e1ticas er\u00f3ticas que envolvem domina\u00e7\u00e3o). Trata-se de uma est\u00e9tica sexualizada adulta, deslocada para um espa\u00e7o infantil, criando associa\u00e7\u00f5es perturbadoras entre inoc\u00eancia e erotiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"767\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/balenciaga-1024x767.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1139\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/balenciaga-1024x767.jpg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/balenciaga-300x225.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/balenciaga-768x575.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/balenciaga.jpg 1284w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Balenciaga\/Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De modo semelhante, o editorial da Vogue France (2014), que retratava meninas em poses adultificadas \u00e0 beira-mar, tamb\u00e9m gerou discuss\u00f5es intensas. Essas escolhas visuais n\u00e3o podem ser justificadas como simples \u201cfalhas criativas\u201d: elas revelam uma estrat\u00e9gia deliberada de choque e aten\u00e7\u00e3o, ancorada em uma l\u00f3gica de mercantiliza\u00e7\u00e3o do corpo infantil (Filho; Orlandi, 2013).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"780\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/vougue-1024x780.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1140\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/vougue-1024x780.jpg 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/vougue-300x229.jpg 300w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/vougue-768x585.jpg 768w, https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/vougue.jpg 1284w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vogue France Kids 2014.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O problema, portanto, n\u00e3o \u00e9 apenas a vestimenta, mas o conjunto de elementos est\u00e9ticos, enquadramento, ilumina\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o de olhar e pose, que geram interpreta\u00e7\u00f5es sexualizadas (Montes, 2017). A crian\u00e7a, nesse processo, deixa de ser compreendida como sujeito em forma\u00e7\u00e3o para ser ressignificada como objeto de consumo. Essa constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica dialoga com mecanismos de erotiza\u00e7\u00e3o precoce que podem abrir brechas perigosas, inclusive aproximando a publicidade de discursos e pr\u00e1ticas de pedofilia. Ao normalizar a visualidade adultificada da inf\u00e2ncia, a ind\u00fastria cria um terreno amb\u00edguo no qual a fronteira entre moda, erotiza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o torna-se difusa, colocando em risco n\u00e3o apenas a imagem, mas tamb\u00e9m a integridade das crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias adultas pela moda infantil, vestidos colados, decotes, transpar\u00eancias, n\u00e3o \u00e9 neutra. Quando tais escolhas s\u00e3o aplicadas ao corpo infantil, deslocam-no para o campo simb\u00f3lico do desejo. Esse deslocamento n\u00e3o \u00e9 inofensivo: afeta autoestima, identidade e seguran\u00e7a. Mais do que isso, contribui para a banaliza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que alimentam a cultura ped\u00f3fila, ao naturalizar a ideia de que corpos infantis podem ser interpretados e consumidos a partir de c\u00f3digos er\u00f3ticos adultos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo, ao ser repetidamente normalizado, torna-se um dispositivo de controle simb\u00f3lico. Adorno e Horkheimer (1991), ao discutir a ind\u00fastria cultural, j\u00e1 alertavam para a l\u00f3gica de reprodu\u00e7\u00e3o massiva que apaga nuances humanas e transforma tudo em mercadoria. No caso da inf\u00e2ncia, a mercantiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas retira sua singularidade, mas a insere em um circuito visual que a exp\u00f5e a riscos sociais e psicol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas recentes refor\u00e7am o impacto dessa visualidade. A Universidade de S\u00e3o Paulo (USP, 2019) apontou que a sexualiza\u00e7\u00e3o precoce est\u00e1 associada ao aumento da vulnerabilidade ao abuso sexual, al\u00e9m de maior incid\u00eancia de transtornos mentais como depress\u00e3o, ansiedade e dist\u00farbios alimentares. Como observa Cord\u00e1s (apud USP, 2019), a constru\u00e7\u00e3o de imagens adultificadas da inf\u00e2ncia interfere diretamente no desenvolvimento ps\u00edquico das crian\u00e7as, refor\u00e7ando padr\u00f5es de comportamento que favorecem sua explora\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e, em alguns casos, concreta.<\/p>\n\n\n\n<p>A chamada \u201cest\u00e9tica mini-adultizada\u201d \u00e9 sustentada por um modelo de neg\u00f3cios baseado em volume e velocidade de vendas. As marcas de \u201cfast fashion\u201d infantil vendem \u201cmodernidade\u201d aos pais, enquanto terceirizam a responsabilidade \u00e9tica para o consumidor (Montes, 2017). Nesse cen\u00e1rio, a inf\u00e2ncia perde espa\u00e7o para a performance visual, e a padroniza\u00e7\u00e3o do desejo sustenta pr\u00e1ticas de marketing arriscadas e pouco reguladas (Filho; Orlandi, 2013).<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, a moda infantil j\u00e1 reproduziu a l\u00f3gica do vestu\u00e1rio adulto em miniatura, sobretudo entre os s\u00e9culos XVIII e XIX (Mill\u00e9o; Cunha, 2016). O que antes funcionava como distin\u00e7\u00e3o de classe, hoje \u00e9 instrumentalizado como est\u00e9tica de venda. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do passado, o atual mercado globalizado e digital amplifica os efeitos simb\u00f3licos dessas escolhas, tornando a adultiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas tend\u00eancia, mas um modelo hegem\u00f4nico de consumo. Mesmo em um mercado que representa 15% da ind\u00fastria t\u00eaxtil brasileira e movimenta bilh\u00f5es (Lab not\u00edcias, 2023), os est\u00e1gios do desenvolvimento ps\u00edquico e corporal das crian\u00e7as seguem ignorados.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente \u00e0s cr\u00edticas, poucas marcas adotam postura respons\u00e1vel. A maioria prefere apagar rastros: remove campanhas, edita conte\u00fados, limita acessos, mas n\u00e3o rev\u00ea a estrutura que viabiliza tais pr\u00e1ticas (Schwartsman, 2011). A l\u00f3gica de ocultamento substitui a responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O v\u00eddeo de Felca, ao expor essa engrenagem, n\u00e3o apenas denunciou casos isolados, mas exp\u00f4s, de maneira did\u00e1tica, a dimens\u00e3o estrutural do problema: a explora\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia como recurso visual lucrativo. O debate n\u00e3o \u00e9 sobre proibir roupas espec\u00edficas, mas questionar os sistemas que produzem, promovem e consomem essas imagens. A inf\u00e2ncia tem direito a existir em sua pr\u00f3pria linguagem, livre das capturas simb\u00f3licas que a colocam como mercadoria er\u00f3tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse debate sobre a adultiza\u00e7\u00e3o na moda infantil deixa claro que n\u00e3o se trata apenas de escolhas est\u00e9ticas ou mercadol\u00f3gicas, mas de um problema social que atravessa consumo, pertencimento e os pr\u00f3prios limites da inf\u00e2ncia. Se antes a cr\u00edtica reca\u00eda somente sobre marcas e fam\u00edlias, hoje o Estado come\u00e7a a se movimentar para enfrentar o fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei n\u00ba 2628\/22, conhecido como PL da Adultiza\u00e7\u00e3o, pela C\u00e2mara dos Deputados, representa um marco nesse processo. A proposta estabelece mecanismos de prote\u00e7\u00e3o digital para crian\u00e7as e adolescentes, impondo obriga\u00e7\u00f5es \u00e0s plataformas, como controle parental, bloqueio de conte\u00fados inapropriados e verifica\u00e7\u00e3o de idade, al\u00e9m de prever penalidades em casos de descumprimento. Ao deslocar o debate da esfera exclusivamente cultural para o campo jur\u00eddico, o PL sinaliza que a adultiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de gosto ou estilo, mas um problema de ordem p\u00fablica que demanda pol\u00edticas concretas de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o que antes era apenas denunciado pela cr\u00edtica cultural, agora ganha respaldo legal e institucional. O desafio, no entanto, permanece em garantir que tais medidas realmente preservem a inf\u00e2ncia diante das press\u00f5es do consumo, das redes sociais e da ind\u00fastria da Moda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. <strong>Dial\u00e9tica do esclarecimento: fragmentos filos\u00f3ficos<\/strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>FILHO, Jos\u00e9; ORLANDI, Eni. <strong>Moda, inf\u00e2ncia e erotiza\u00e7\u00e3o: discursos e representa\u00e7\u00f5es<\/strong>. Campinas: Pontes, 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>LAB NOT\u00cdCIAS. <strong>Mercado t\u00eaxtil infantil cresce e movimenta bilh\u00f5es por ano no Brasil<\/strong>. S\u00e3o Paulo, 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>MILL\u00c9O, Bianca; CUNHA, Maria Claudia. <strong>Hist\u00f3ria da moda infantil: da miniaturiza\u00e7\u00e3o ao design contempor\u00e2neo<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o das Letras, 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>MONTES, Juliana. <strong>Inf\u00e2ncia em vitrine: moda, publicidade e erotiza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>SCHWARTSMAN, H\u00e9lio. <strong>Meninas adultas, crian\u00e7as erotizadas<\/strong>. Folha de S. Paulo, S\u00e3o Paulo, 2011. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 20 ago. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>UNIVERSIDADE DE S\u00c3O PAULO. <strong>Pesquisa sobre sexualiza\u00e7\u00e3o precoce e sa\u00fade mental<\/strong>. S\u00e3o Paulo: USP, 2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Rebeca Godoi<\/strong>&nbsp;\u00e9 estudante do curso Design de Moda da UEL, empres\u00e1ria na \u00e1rea, participa do Grupo Gabo de Pesquisa e \u00e9 respons\u00e1vel pela coluna de Moda da revista Jornalismo &amp; Fic\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tainara Gomes<\/strong> \u00e9 estudante do curso Design Gr\u00e1fico da UEL. Estagi\u00e1ria respons\u00e1vel pelas redes sociais e toda comunica\u00e7\u00e3o tanto digital quanto f\u00edsica do sistema de bibliotecas da UEL. Participa do Grupo Gabo de Pesquisa e da revista Jornalismo e Fic\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A adultiza\u00e7\u00e3o infantil n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno isolado, mas reflexo de um sistema de consumo que antecipa desejos e comportamentos, muitas vezes ignorando limites \u00e9ticos. Estudos da USP \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo apontam sobre os perigos da sexualiza\u00e7\u00e3o precoce, associada ao aumento da vulnerabilidade ao abuso sexual, al\u00e9m de maior incid\u00eancia de transtornos mentais como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":1144,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,26],"tags":[],"class_list":["post-1138","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-jornalismo","category-moda"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1138"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1183,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1138\/revisions\/1183"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.uel.br\/jornalismoeficcao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}