{"id":3416,"date":"2026-06-29T08:54:09","date_gmt":"2026-06-29T11:54:09","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/?p=3416"},"modified":"2026-06-29T09:00:55","modified_gmt":"2026-06-29T12:00:55","slug":"revista-internacional-publica-estudo-sobre-beneficios-da-musculacao-contra-o-envelhecimento-cardiaco-em-idosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/sem-categoria\/2026\/06\/29\/revista-internacional-publica-estudo-sobre-beneficios-da-musculacao-contra-o-envelhecimento-cardiaco-em-idosas\/","title":{"rendered":"Revista internacional publica estudo sobre benef\u00edcios da muscula\u00e7\u00e3o contra o envelhecimento card\u00edaco em idosas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Helo\u00edsa Gon\u00e7alves*<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ag\u00eancia UEL<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resultado da tese de Doutorado em Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Ricardo Jos\u00e9 Rodrigues e Paolo Cunha, um ensaio cl\u00ednico desenvolvido ao longo de dois anos com mulheres idosas como objeto foi publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<em>Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise (MSSE)<\/em>. O peri\u00f3dico, um dos mais influentes da \u00e1rea de Medicina do Esporte, divulga artigos sobre temas atuais em medicina esportiva e ci\u00eancia do exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo analisou os efeitos do treinamento de for\u00e7a, como muscula\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcios resistidos, na sa\u00fade cardiovascular de idosas ao longo de dois anos. O trabalho fez parte do&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/operobal.uel.br\/cefe\/2025\/01\/29\/projeto-envelhecimento-ativo-e-contemplado-com-r-300-mil-via-chamada-do-cnpq\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Active Aging Longitudinal Study<\/a><\/em>, Programa de Envelhecimento Ativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) coordenado pelo professor Edilson Serpeloni, que tamb\u00e9m orientou os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artigo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ovid.com\/jnls\/acsm-msse\/fulltext\/10.1249\/mss.0000000000003940~long-term-resistance-training-improves-cardiac-structure-and\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cTreinamento de resist\u00eancia a longo prazo melhora a estrutura e a fun\u00e7\u00e3o card\u00edacas em mulheres idosas: um ensaio cl\u00ednico randomizado controlado de dois anos\u201d<\/a>&nbsp;investigou os efeitos de um programa supervisionado de treinamento resistido (TR) progressivo, com 74 participantes fisicamente independentes. Divididas, elas foram aleatoriamente designadas a um grupo de treinamento (GT) ou a um grupo controle (GC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O programa de TR foi efetuado ao longo do bi\u00eanio, em tr\u00eas sess\u00f5es semanais e em dias n\u00e3o consecutivos, e incluiu oito exerc\u00edcios para o corpo todo, realizados em tr\u00eas s\u00e9ries de 8 a 12 repeti\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Avalia\u00e7\u00f5es ecocardiogr\u00e1ficas foram realizadas antes e ap\u00f3s o per\u00edodo de dois anos por um ecocardiografista experiente, que desconhecia a condi\u00e7\u00e3o das idosas e a aloca\u00e7\u00e3o dos grupos. Com os resultados em m\u00e3os, os pesquisadores conclu\u00edram que o treinamento de for\u00e7a pode melhorar os par\u00e2metros morfol\u00f3gicos e funcionais card\u00edacos em mulheres idosas.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-60-576x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3417\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-60-576x1024.png 576w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-60-169x300.png 169w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-60.png 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Participante passou por avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica (Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Progresso alcan\u00e7ado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rodrigues, professor adjunto do\u00a0<a href=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Centro de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (CCS)<\/a>, destacou a melhora observada na fun\u00e7\u00e3o de relaxamento do cora\u00e7\u00e3o, visto que a disfun\u00e7\u00e3o leva \u00e0 insufici\u00eancia card\u00edaca com fun\u00e7\u00e3o preservada. \u201cO \u00f3rg\u00e3o fica mais r\u00edgido, relaxa com mais dificuldade, mas continua contraindo normalmente. A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 frequente em mulheres idosas e est\u00e1 relacionada ao envelhecimento, obesidade e hipertens\u00e3o arterial. Ela tem um arsenal terap\u00eautico bem limitado, portanto, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ferramenta extremamente importante. Al\u00e9m disso, a interven\u00e7\u00e3o que usamos, programa estruturado para os exerc\u00edcios de resist\u00eancia, \u00e9 de amplo acesso pela popula\u00e7\u00e3o, ou seja, o protocolo \u00e9 escal\u00e1vel e replic\u00e1vel\u201d, pontuou.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-61-768x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3418\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-61-768x1024.png 768w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-61-225x300.png 225w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-61.png 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Participantes realizaram a muscula\u00e7\u00e3o na academia do Centro de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Esporte (CEFE). Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos benef\u00edcios card\u00edacos, os pesquisadores constataram avan\u00e7o expressivo nos testes de for\u00e7a muscular e funcionais, contribuindo para a melhora da autonomia e realiza\u00e7\u00e3o de tarefas do cotidiano pelas idosas. Ao mesmo tempo, as mulheres que n\u00e3o participaram de exerc\u00edcios estruturados apresentaram uma deteriora\u00e7\u00e3o progressiva em muitos dos mesmos par\u00e2metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ampliar a perspectiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o estudo pioneiro, Rodrigues e Cunha ampliaram a no\u00e7\u00e3o do que leva \u00e0 sa\u00fade cardiovascular, partindo do princ\u00edpio que o treinamento de resist\u00eancia n\u00e3o serve somente para aumentar a massa muscular e reduzir o risco de quedas. Para proteger o cora\u00e7\u00e3o em processo de envelhecimento, o exerc\u00edcio aer\u00f3bico deve ser aliado, e n\u00e3o o \u00fanico protagonista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor mencionou um dos maiores desafios n\u00e3o resolvidos na medicina cardiovascular contempor\u00e2nea, a insufici\u00eancia card\u00edaca com fra\u00e7\u00e3o de eje\u00e7\u00e3o preservada (ICFEp), condi\u00e7\u00e3o que afeta desproporcionalmente mulheres idosas. Ao contr\u00e1rio de muitas doen\u00e7as cardiovasculares, ela tem se mostrado resistente ao tratamento farmacol\u00f3gico, sendo que a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a estrat\u00e9gia mais eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu tinha certeza de que a ideia era totalmente nova e seria disruptiva se os resultados fossem positivos, pois a ICFEp \u00e9 uma epidemia mundial com pouqu\u00edssimos recursos terap\u00eauticos, ent\u00e3o, melhorar a fun\u00e7\u00e3o diast\u00f3lica com uma interven\u00e7\u00e3o relativamente simples e escal\u00e1vel seria, de fato, algo muito bom\u201d, completou Rodrigues. Disse ainda que \u00e9 uma honra ser reconhecido por uma das revistas mais influentes na \u00e1rea da Medicina do Esporte do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Artigo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As edi\u00e7\u00f5es mensais da revista&nbsp;<em>MSSE&nbsp;<\/em>s\u00e3o divulgadas pela<em>&nbsp;American College of Sports Medicine (ACMS)<\/em>, organiza\u00e7\u00e3o de medicina esportiva com quase 50 mil membros ao redor do mundo. Confira a publica\u00e7\u00e3o do artigo de Rodrigues e Cunha&nbsp;<a href=\"https:\/\/acsm.org\/active-voice-rethinking-cardiac-aging\/\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Bolsista na Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Helo\u00edsa Gon\u00e7alves* Ag\u00eancia UEL Resultado da tese de Doutorado em Ci\u00eancias da Sa\u00fade de Ricardo Jos\u00e9 Rodrigues e Paolo Cunha, um ensaio cl\u00ednico desenvolvido ao longo de dois anos com mulheres idosas como objeto foi publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise (MSSE). 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