{"id":1865,"date":"2024-06-27T15:25:22","date_gmt":"2024-06-27T18:25:22","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/?p=1865"},"modified":"2024-06-27T15:25:23","modified_gmt":"2024-06-27T18:25:23","slug":"hospital-universitario-realiza-cirurgias-cardiacas-de-alta-complexidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/sem-categoria\/2024\/06\/27\/hospital-universitario-realiza-cirurgias-cardiacas-de-alta-complexidade\/","title":{"rendered":"HOSPITAL UNIVERSIT\u00c1RIO REALIZA CIRURGIAS CARD\u00cdACAS DE ALTA COMPLEXIDADE."},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Publicado por<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do HU<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Duas cirurgias card\u00edacas importantes foram realizadas nas \u00faltimas semanas no<br>Hospital Universit\u00e1rio (HU) da UEL, sendo uma in\u00e9dita no Hospital, no dia 10 de maio, e outra efetuada pela segunda vez em 6 de junho. Os procedimentos foram realizados tamb\u00e9m com o intuito de capacita\u00e7\u00e3o profissional. A equipe cir\u00fargica foi composta pelos cardiologistas Cl\u00e1udio Fuganti, Vin\u00edcius Hatanaka Dias e Fernando Dulcini, do Hospital Universit\u00e1rio da UEL, e Calos Eduardo Duarte, da Benefic\u00eancia Portuguesa e InCor e ex-aluno das resid\u00eancias de Cl\u00ednica M\u00e9dica e Cardiologia da UEL.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas cirurgias foi in\u00e9dita no Hospital: um implante de marcapasso. O marcapasso septal profundo \u00e9 um dispositivo utilizado para estimular o cora\u00e7\u00e3o a uma frequ\u00eancia card\u00edaca adequada, especialmente quando h\u00e1 bloqueios no sistema de condu\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. Ele \u00e9 implantado no septo interventricular, a parede que separa os ventr\u00edculos do cora\u00e7\u00e3o, e \u00e9 indicado para os pacientes que apresentam alguma disfun\u00e7\u00e3o card\u00edaca, ou que, devido ao uso de um dispositivo tradicional, apresenta uma dilata\u00e7\u00e3o do ventr\u00edculo direito do cora\u00e7\u00e3o.<br>\u00a0<br>Aproximadamente 20 a 30% dos pacientes podem ter essa disfun\u00e7\u00e3o em um prazo de quatro a cinco anos com a utiliza\u00e7\u00e3o do marcapasso tradicional. Neste procedimento, ao inv\u00e9s de estimular apenas o ventr\u00edculo direito, as duas metades s\u00e3o impulsionadas ao mesmo tempo, por meio de um est\u00edmulo no sistema de condu\u00e7\u00e3o el\u00e9trica do cora\u00e7\u00e3o, propiciando uma estimula\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e a ressincroniza\u00e7\u00e3o dos batimentos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"960\" height=\"868\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-33.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1866\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-33.png 960w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-33-300x271.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-33-768x694.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Salas cir\u00fargicas do HU disponibilizam equipamentos modernos para uso de t\u00e9cnicas de imagem avan\u00e7adas e dispositivos que reduzem o risco de complica\u00e7\u00f5es nas cirurgias.<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O implante desse tipo de marcapasso requer expertise do profissional, al\u00e9m do<br>uso de uma bainha para auxiliar a implanta\u00e7\u00e3o do eletrodo no septo<br>interventricular, a qual n\u00e3o \u00e9 disponibilizada pelo SUS e tem um custo alto. Em termos de t\u00e9cnica para o procedimento, um dos principais desafios \u00e9 garantir a<br>localiza\u00e7\u00e3o precisa do implante e minimizar o risco de complica\u00e7\u00f5es, como<br>perfura\u00e7\u00e3o card\u00edaca ou danos aos tecidos circundantes e garantir a estimula\u00e7\u00e3o<br>ventricular mais pr\u00f3xima poss\u00edvel ao natural.<br>&nbsp;<br>Este novo procedimento j\u00e1 est\u00e1 sendo executado h\u00e1 quatro anos em todo o<br>mundo, mas no Brasil \u00e9 mais recente.&nbsp;\u201cA maioria dos pacientes que passam por<br>esse procedimento pode retornar \u00e0s atividades normais dentro de algumas<br>semanas. Em termos de resultados a longo prazo, esperamos uma melhoria<br>significativa na fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca e na qualidade de vida dos pacientes,<br>proporcionando um controle adequado do ritmo card\u00edaco\u201d, exp\u00f5e Cl\u00e1udio Fuganti.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Extra\u00e7\u00e3o Mec\u00e2nica de Eletrodo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A outra cirurgia realizada foi a extra\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica de um eletrodo, condutor de eletricidade. O eletrodo \u00e9 composto por quatro fios envolvidos por uma cobertura pl\u00e1stica, fixado abaixo da gordura na regi\u00e3o peitoral, utilizado em equipamentos m\u00e9dicos, como marcapassos e desfibriladores card\u00edacos. Em alguns casos, devido a complica\u00e7\u00f5es como infec\u00e7\u00f5es, falhas no dispositivo ou necessidade de atualiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, torna-se necess\u00e1rio remover esses eletrodos.<\/p>\n\n\n\n<p>A extra\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica de eletrodo envolve o uso de ferramentas especializadas<br>para retir\u00e1-lo do local onde est\u00e1 implantado, geralmente nas veias ou no m\u00fasculo card\u00edaco. Os principais desafios incluem a remo\u00e7\u00e3o segura do eletrodo sem causar danos aos tecidos circundantes, bem como o controle de poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es, como sangramento excessivo ou arritmias card\u00edacas. O equipamento utilizado para a remo\u00e7\u00e3o s\u00e3o chamados de bainha.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-34.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1867\" style=\"width:1024px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-34.png 1024w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-34-300x300.png 300w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-34-150x150.png 150w, https:\/\/sites.uel.br\/ccs\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/image-34-768x768.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>A equipe de cirurgias in\u00e9ditas: cardiologistas Carlos Eduardo Duarte, Cl\u00e1udio Fuganti, Fernando Dulcini e Vinicius Hatanaka Dias.<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cO procedimento \u00e9 de grande risco, uma vez que o local onde passam os eletrodos pode desenvolver uma ader\u00eancia ao dispositivo e ao tentar a extra\u00e7\u00e3o pode causar sangramento. Desta forma, um grande desafio \u00e9 ter profissional altamente habilitado para o procedimento. Outro desafio \u00e9 o custo do procedimento, uma vez que as bainhas utilizadas para a extra\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o cobertas pelo SUS, tampouco o procedimento\u201d, explica Fuganti.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a extra\u00e7\u00e3o de eletrodo s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao surgimento de novas<br>ferramentas, e abordagens desenvolvidas para tornar o procedimento mais seguro<br>e eficaz. \u201cIsso inclui o uso de t\u00e9cnicas de imagem avan\u00e7adas, para orientar a remo\u00e7\u00e3o precisa do eletrodo, bem como o desenvolvimento de dispositivos espec\u00edficos para essa finalidade, que reduzem o risco de complica\u00e7\u00f5es\u201d, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado por Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do HU Duas cirurgias card\u00edacas importantes foram realizadas nas \u00faltimas semanas noHospital Universit\u00e1rio (HU) da UEL, sendo uma in\u00e9dita no Hospital, no dia 10 de maio, e outra efetuada pela segunda vez em 6 de junho. 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